Mundo

CID
10/01/2017
Polêmica
10/01/2017

Política

Assembleia Nacional declara abandono do cargo pelo presidente da Venezuela

Brasília – A Assembleia Nacional da Venezuela declarou nesta segunda-feira, 9, o abandono do cargo pelo presidente Nicolás Maduro e a oposição iniciará nesta terça-feira, 10, a convocação de marchas exigindo a saída do governante. Controlado pelo regime chavista, o Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), não reconhece a decisão parlamentar.

De acordo com o documento aprovado pela Assembleia Nacional, a atuação de Maduro está à margem das funções constitucionais da Presidência, “sendo ele o responsável pela grave ruptura da ordem constitucional”. O novo presidente da AN, Julio Borges, afirmou que “aprovado o abandono do cargo por Nicolás Maduro, se exige uma saída eleitoral para a crise venezuelana para que o povo se expresse através do voto”.

Para aprovar a medida eram necessários 84 votos, mas a proposta conquistou 106. No documento aprovado, fica definido que “a única forma de resolver os graves problemas que aflingem o país é devolver o poder ao povo da Venezuela e, portanto, convocar eleições livres e plurais”.

Para o líder da bancada governista, Héctor Rodríguez, trata-se de um “ato rídiculo que não terá nenhum efeito jurídico ou político”. Segundo ele, “é uma ação inútil que não passa de mais uma tentativa de golpe de Estado. Não serão com esses atos rídiculos, ilegais, inconstitucionais que vamos resolver os problemas dos venezuelanos”, afirmou.

A ex–deputada Maria Corina Machado, líder do movimento Vente Venezuela, cobrou firmeza e valentia para que as pessoas saiam as ruas e cobrem a saída de Maduro. ‘É hora de tirar o ditador e as suas máfias da Venezuela”, afirmou.

Para o dia 23 de janeiro, o governador de Miranda, Henrique Capriles, convocou uma marcha para exigir a realização de eleições. Segundo ele, 80% dos venezuelanos rejeitam o governo de Maduro.

Numa tentativa de estancar a crise política, o presidente anunciou nesta segunda-feira, 9, um aumento de 50% no salário mínimo, o quinto em 12 meses. No mercado negro, o novo salário que irá vigorar a partir de 15 de janeiro poderá chegar aos US$ 36.

Anualizado, o incremento salarial alcançaria 536%, mas estaria ainda muito distante de competir com a alta nos preços dos produtos básicos. Além disso, o FMI estima que a inflação em 2016 tenha fechado em 700%. 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *