Brasília, 16 de dezembro de 2019 - 03h29
Aumenta a crise no Paraguai e renunciam chanceler e embaixador no Brasil

Aumenta a crise no Paraguai e renunciam chanceler e embaixador no Brasil

29 de julho de 2019 - 15:37:08
por: Marcelo Rech
Compartilhar notícia:

Brasília – A decisão do presidente Mario Abdo Benítez de buscar a anulação da ata firmada com o Brasil em maio e que determina novas regras e condições para a energia de Itaipu, não foi suficiente para pôr fim à crise política que se gestava. Nesta segunda-feira, 29, ele tarde de aceitar a renúncia do ministro das Relações Exteriores, Luis Castiglioni, do Embaixador no Brasil, Hugo Saguier Caballero, do presidente da Administração Nacional de Eletricidade (ANDE), Alcides Jiménez, nomeado na última sexta-feira, 26, e o diretor-geral de Itaipu Binacional, José Alberto Alderete.

Também nesta segunda-feira, uma série de protestos ganharam as ruas de Assunção unindo principalmente jovens e estudantes contra o que chamam de “usurpação por parte do Brasil”. De acordo com analistas locais, cresce o sentimento nacionalista no Paraguai contra o Brasil por conta desta crise.

A decisão de Benítez faz com que as ex-autoridades já não sejam obrigadas a comparecer à sessão extraordinária convocada pelo Senado que terá de aguardar a nomeação dos novos titulares para que o tema possa seja retomado.

Por outro lado, não se descarta o chamado “juízo político” contra Mario Abdo Benítez. Ainda de acordo com fontes paraguaias, o vice-presidente da República, Hugo Velázquez, estaria por trás das pressões para herdar o comando do país. No entanto, nos últimos dias ganhou força a tese de um impeachment do presidente e seu vice.

Neste caso, o presidente do Senado, Blas Llano, ocuparia o cargo. Trata-se de um político com quase 30 anos de Parlamento. Llano é também muito próximo do ex-presidente Horacio Cartes, com quem Mario Abdo Benítez trava uma disputa de poder desde a sua posse, em agosto de 2018.