Brasília, 18 de fevereiro de 2019 - 12h44

PT - Farc

23 de maro de 2005
por: InfoRel
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Esta semana, a revista Veja insiste em que a Agência Brasileira de Inteligência [ABIN] tinha conhecimento e trabalhou nas investigações sobre a possà­vel doação de US$ 5 milhões á campanha presidencial do partido em 2002.

No entanto, o assunto perdeu força no Congresso e o autor da denúncia, deputado Alberto Fraga, acabou destituà­do da presidência do PTB do Distrito Federal.

Especula-se que a intervenção da Executiva Nacional, aliada ao governo petista, teria sido a forma encontrada para sepultar o assunto de uma vez. Até o momento, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva não se pronunciou sobre o assunto.

A Comissão Mista de Acompanhamento das Atividades de Inteligência ainda não decidiu se chama o general Jorge Armando Félix, titular do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência, e o diretor-geral da ABIN, Mauro Marcelo de Lima e Silva, para uma nova reunião.

Segundo um ex-agente da ABIN, entrevistado pela revista, os dois teriam omitido informações importantes dos senadores. Esse ex-agente que ainda atua como espião, garantiu que o assunto foi tratado pela cúpula da inteligência brasileira, inclusive com a ex-diretora da ABIN, Marisa Del’Isola.

Na audiência realizada há uma semana, tanto Félix como Marcelo, afirmaram que há mais de 200 documentos na ABIN sobre as Farc, mas sobre o tema da possà­vel doação de recursos financeiros, haveria apenas um, que foi arquivado por falta de credibilidade.

Na reportagem desta semana, o ex-agente da ABIN garante que foram produzidos três relatórios detalhados, inclusive com as devidas ordens de pagamento que teriam sido feitas.