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Comércio Exterior
31/10/2016
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Diplomacia

Avança processo de paz com as FARC, mas paralisa com ELN

Brasília – O processo de paz com as FARC avança, segundo o presidente Juan Manuel Santos, mas paralisa com o ELN. De acordo com Santos, nos últimos dias “houve avanços importantes” nas negociações para reformular os acordos de paz firmados com as FARC, mas rejeitados em plebiscito. No entanto, “não haverá reunião para se buscar um pacto semelhante com o ELN até que esta organização libere um ex-congressista que mantém sequestrado”, disse o presidente.

O início do processo de paz com a segunda maior guerrilha colombiana estava previsto para a última quinta-feira, 27, em Quito, com a participação do Brasil como um dos países-garantes, mas foi adiado e não tem data para ser retomado. O tema também foi amplamente discutido por ocasião da Cúpula Ibero-americana realizada nos dias 27 e 28, em Cartagena, Colômbia.

Segundo Santos, “as reuniões com os diferentes grupos do Não se desenvolveram na direção correta; houve avanços importantes e o celebro”. No final de semana, os líderes políticos que rejeitaram os acordos de paz, entre eles, o ex-presidente Álvaro Uribe, se reuniram por mais de 8 horas com os negociadores do governo. As FARC não aceitam reunir-se com Uribe.

Após a rejeição dos acordos em plebiscito realizado no dia 2, o presidente colombiano afirmou que o prazo final para as renegociações era 31 de outubro e que a guerra civil poderia ser retomada a partir desta data. Agora, Santos garante que a trégua se mantém e que um novo acordo poderá sair antes do final do ano com as FARC.

Já com relação ao diálogo com o ELN está condicionado à libertação do ex-congressista Odín Sánchez. “O tema do ELN é claro: até que eu veja Odín Sánchez livre, são e salvo, não haverá reunião”, concluiu. 

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