Relações Exteriores

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15/04/2009
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15/04/2009

Cuba

Barack Obama se reunirá com presidentes da Unasul

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, pediu à presidenta do Chile, Michele Bachelet que preside a União das Nações Sul-Americanas (Unasul), para se encontrar com os Chefes de Estado da entidade, no próximo sábado, em Porto of Spain, Trinidad e Tobago, onde se realizará entre 17 e 19 de abril, a V Cúpula das Américas.

Consultado a respeito, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva concordou com o encontro. Em março, ele e Obama se reuniram pela primeira vez em Washington.

O Brasil vai insistir em que Cuba seja um dos temas da Cúpula, embora o país esteja excluído do sistema interamericano desde 1962, por pressões norte-americanas.

Na avaliação da diplomacia brasileira, o isolamento de Cuba não é um tema bilateral para os Estados Unidos, mas uma questão regional que deve constar inclusive da Declaração Final.

Por enquanto, os Estados Unidos resiste a tratar de Cuba com os presidentes sul-americanos.

Nesta quarta-feira, os presidentes Lula e Álvaro Uribe, da Colômbia, trataram do assunto no Rio de Janeiro onde participam do Fórum Econômico Mundial para a América Latina.

De acordo com Marco Aurélio Garcia, com a decisão dos governos da Costa Rica e de El Salvador de reatar relações diplomáticas com a ilha a partir de junho, os Estados Unidos serão o único país do continente a isolar Cuba.

Segundo Garcia, “não se trata de criar um constrangimento aos Estados Unidos, tampouco se trata de deixar passar em brancas nuvens o fato de que a ausência de Cuba numa reunião dessas é uma anomalia e, portanto, esse fato tem que ser corrigido”.

Ele revelou que Álvaro Uribe, concordou com a relevância do tema. Apesar do alinhamento com os Estados Unidos, o seu governo mantém uma relação “fluida” com o regime de Raúl Castro.

Como um gesto simbólico, o Brasil deve votar favoravelmente sobre a anulação da expulsão de Cuba da OEA na próxima reunião dos ministros de relações exteriores do órgão, que será realizada em junho.

“Acho que esse tema poderá passar com muita tranqüilidade. Se não passar por unanimidade, acho que não haverá nenhuma oposição formal”, afirmou Marco Aurélio Garcia.

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