XI ENEE
16/11/2011
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20/11/2011

XI ENEE

Base Industrial de Defesa fortalece integração regional

O Brasil e os demais países que integram a União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) devem trabalhar para que a região desenvolva produtos e serviços de qualidade para as suas Forças Armadas.

A afirmação é do Secretário de Produtos de Defesa do ministério da Defesa, Murilo Marques Barbosa.

Ao encerrar o XI Encontro Nacional de Estudos Estratégicos (ENEE), ele afirmou que “o fortalecimento da Base Industrial de Defesa (BID) contribui para o processo de integração preconizado pela União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) e o seu Conselho de Defesa”.

Na sua avaliação, o tema “indústria de Defesa” precisa fazer parte da agenda da sociedade brasileira. Atualmente, o setor reúne 144 empresas que empregam 25 mil pessoas e são responsáveis por outros 100 mil postos de trabalho indiretos.

Murilo Marques Barbosa destacou a importância da Medida Provisória 544 assinada pela presidente Dilma Rousseff em setembro. A MP deve ser aprovada até o final do ano pelo Congresso e isenta o setor do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), da Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (Cofins) e do Programa de Integração Social (PIS), pelo prazo de cinco anos.

A redução de tributos da cadeia produtiva da Defesa será de 30%. De acordo com dados da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), a medida poderá resultar na criação de mais 23 mil empregos diretos e outros 90 mil indiretos.

“A MP 544 é um grande passo. Demonstra o compromisso do governo com a indústria de Defesa. Por outro lado, as indústrias de Defesa sabem que precisam desenvolver produtos para o Brasil com capacitação do país. Essa é a real transferência de tecnologia”, explicou o Barbosa.

O presidente da Frente Parlamentar da Indústria de Defesa, deputado Carlos Zarattini (PT-SP), defendeu a adoção de uma política mais convergente entre Ciência, Tecnologia e Defesa.

Ele revelou que o Congresso irá discutir a destinação de royalties do petróleo e da mineração, para Ciência, Tecnologia e Inovação, para que sejam desenvolvidos produtos para as Forças Armadas brasileiras.

Para Carlos Zarattini, “o Brasil pode até trabalhar com outros países, mas não pode ser dependente de ninguém”. O deputado explicou ainda que “é preciso garantir que os recursos destinados à Defesa cheguem aos projetos e não sejam contingenciados”.

 

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