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18/03/2005
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20/03/2005

Marinha do Brasil

Batismo e Lançamento do Submarino Tikuna

Hoje é um dia de muito orgulho para todos nós da Marinha do Brasil. O batismo e o lançamento do Submarino Tikuna, que estamos aqui presenciando, demonstra mais uma vez que foi correta a decisão da Marinha, em 1979, de adotar uma estratégia de longo prazo para a aquisição e domínio da tecnologia de construção de submarinos.

Dentre os países do hemisfério sul que detêm a capacitação tecnológica para construir submarinos, somente o Brasil mantém, atualmente, um programa de construção em andamento, e é uma das quinze nações que possuem essa tecnologia no mundo, tecnologia essa que não pode ser perdida, pois foi decorrente de um projeto muito bem elaborado que iniciou com a construção de um submarino na Alemanha, com a participação e treinamento de militares e civis brasileiros, e a transformação e atualização, durante muitos anos, nas Organizações Industriais da Marinha, dos conhecimentos adquiridos no exterior em tecnologia própria.

É importante enfatizar que a manutenção da capacitação já alcançada depende da continuação da construção de submarinos e de esforços e investimentos na modernização das instalações industriais da Marinha e no treinamento e qualificação de seu pessoal.

A construção do Submarino Tikuna foi também uma grande fonte de geração de empregos, pois, utilizou continuamente, desde o seu início em novembro de 1996 até o presente momento, 420 profissionais, entre militares e civis da Marinha e de empregados de empresas parceiras como a EMGEPRON e a NUCLEP, como mão-de-obra direta, e gerou 2100 empregos indiretos na indústria privada.

A competência, a dedicação e a criatividade dos profissionais brasileiros foram fatores vitais para atingir os objetivos traçados a par de todas as restrições orçamentárias por que passou a Marinha nos últimos anos.

O Submarino Tikuna que é o quarto de uma série de submarinos construídos no Brasil dentro da estratégia de atingir o domínio completo da tríade PROJETO, CONSTRUÇÃO E REPARAÇÃO desses meios navais, incorpora diversas inovações tecnológicas que lhe dão um melhor desempenho que os anteriores, menor nível de emissão de ruídos e maior período de operação submerso.

O nome Tikuna, que será hoje dado pela primeira vez a um submarino, é homenagem a uma tribo de guerreiros destemidos que formam o povo autóctone brasileiro mais numeroso do país, constituída por cerca de trinta mil integrantes que habitam a região do Alto Solimões, oeste do estado do Amazonas, e que falam português e a sua língua tribal.

Gostaria de agradecer as presenças do Exmo Sr. Presidente da República, Luís Inácio Lula da Silva, do Exmo Sr. Vice-Presidente da República e Ministro de Estado da Defesa, José Alencar Gomes da Silva, do Exmo Sr. Comandante da Marinha, Almirante de Esquadra Roberto de Guimarães Carvalho, das demais autoridades civis e militares, dos militares da ativa e da reserva e dos convidados que de forma marcante prestigiam este evento.

Gostaria de agradecer a Exma Sra. Angela Maria de Sousa da Silveira Carvalho, cuja aceitação do convite para ser madrinha do Submarino Tikuna muito nos honra e envaidece. E agradecer também à PETROBRÁS, pelo seu apoio à realização deste evento.

Finalmente, quero ressaltar que o Submarino Tikuna, que daqui a poucos instantes será batizado e lançado, está sendo construído, além dos diversos materiais como o aço, com entusiasmo, dedicação e profissionalismo, de todos os civis e militares, que direta ou indiretamente participaram e participam deste projeto, demonstrando a fibra e o patriotismo que como brasileiros devemos ter.

CÉSAR PINTO CORRÊA

Contra-Almirante

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