Brasil

Política
19/01/2017
Política
19/01/2017

Integração Energética

Bolívia acredita que exportações de gás para Brasil e Argentina aumentem

Brasília – O ministro de Hidrocarbonetos e Energia, da Bolívia, Luis Alberto Sánchez, informou que a partir de março, as exportações de gás natural atinjam o seu máximo, de até 30 milhões de metros cúbicos diários, para o Brasil, e 19 milhões de metros cúbicos para a Argentina.

“Sabemos que a partir de março as exportações tanto para o Brasil como para a Argentina, atingirão, como historicamente, seu pico máximo de 28 a 30 milhões d emetros cúbicos dia e de 18 a 19 milhões de metros cúbicos dia para a Argentina”, afirmou Sánchez.

O ministro se referiu ao tema logo após o Brasil reduzir sua demanda de gás boliviano de 20 milhões de metros cúbicos para 12 milhões de metros cúbicos. Segundo ele, “por problemas conjunturais já que o Brasil passou a utilizar as hidroelétricas. A Petrobras ficou de informar-nos nas próximas semanas sobre a normalização das importações pelo Brasil”, afirmou.

Por outro lado, revelou que a baixa demanda do Brasil permite que a Bolívia realize a manutenção das suas unidades de produção e dutos.

Argentina e Bolívia assinam contrato de exploração petroleira por 40 anos

Os representantes da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) e da argentina YPF, assinaram nesta segunda-feira, 16, um contrato de serviços para a exploração de petróelo na área de Charagua, localizado no departamento de Santa Cruz. A reserva teria um potencial de 2,7 trilhões de pés cúbicos de gás natural.

O presidente da estatal argentina, Miguel Ángel Gutiérrez, e o presidente da YPFB, Guillermo Achá, acreditam que em três anos o primeiro poço começará a produzir.

“Este ano vamos começar com a assinatura deste contrato, sua aprovação pelo Congresso e a obtenção das licenças ambientais, assim como a YPF também iniciará as atividades sísmicas na área”, explicou Guillermo Achá.

A área está em uma superfície tradicional de 99.250 hectares, onde se estimam reservas de aproximadamente 2,7 TCF de gás natural. O contrato de serviço petroleiro irá vigorar por 40 anos. Caso haja viabilidade comercial, os dois países investirão US$ 1,7 bilhão em atividades de exploração.

Além disso, Bolívia e Argentina pretendem forma uma sociedade de economia mista entre YPFB e YPF, sendo que a estatal boliviana ficaria com uma participação acionária de 51% e a argentina, com 49%. Os bolivianos acreditam que a renda petroleira com este projeto poderá chegar aos US$ 12,6 bilhões.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *