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Bolívia acusa Chile de impedir sua presidência da CELAC em 2017

Brasília – O presidente da Bolívia, Evo Morales, acusou nesta terça-feira, 18, o governo chileno de impedir que o país assuma a presidência pro tempore da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos (CELAC) em 2017. Além disso, afirmou que Santiago “impôs barreiras” para evitar que La Paz conduza a reunião intercontinental com a União Europeia prevista para o próximo ano.

Na avaliação de Morales, o Chile quer evitar que a Bolívia difunda a sua demanda marítima contra aquele país dentro e fora do bloco regional. Ele questionou a posição chilena ao recordar que a Bolívia compromenteu-se em não usar a disputa no encontro CELAC – UE.

Segundo ele, “no próximo ano tínhamos que presidir a CELAC e esse ano teria que haver uma reunião bilateral da CELAC com a União Europeia e para que não se realize essa Cúpula na Bolívia, o Chile nos impôs uma barreira”, disse.

O presidente boliviano confirmou ainda que o Chile propôs que Honduras assuma o comando da CELAC a partir de janeiro, “mesmo sabendo que esse país não tem a capacidade de albergar um evento internacional dessa magnitude”.

“Nós sempre fomos muito flexíveis e humildemente aceitamos essa objeção e depois que aceitamos que Hodnuras assuma a CELAC, o país se retira porque sabia que não tinha capacidade para realizar o evento”, explicou. Ele acredita que o único interesse chileno é prejudicar a Bolívia “com certa intransigência”.

No final de setembro, o ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca revelou que os países da CELAC aprovaram por unanimidade a presidência do bloco em 2019 para o país. A CELAC é presidida pela República Dominicana e ainda não há consenso em torno de quem assumirá o comando do mecanismo no próximo ano.

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