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02/09/2016
Política
02/09/2016

Política

Bolívia ameaça, mas relações com o Brasil não serão afetadas

Brasília – O presidente da Bolívia, Evo Morales, ameaçou um dia antes do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff, romper relações com o Brasil e retirar seu embaixador do país. Um dia depois, recuou e por meio do ministro de Planejamento e Desenvolvimento, assegurou que as relações bilaterais não serão afetadas.

Nesta quinta-feira, 1º, René Orellana, assegurou que a situação do Brasil, por conta da destituição de Dilma Rousseff, “não afetará as relações comerciais que a Bolívia tem com este país”.

Segundo Orellana, “as relações comerciais continuam, temos contratos e acordos vinculados à exportação de gás. Temos acordos de energia e eletricidade, ou seja, tudo que é comércio tem os seus compromissos e acordos com cláusulas para o cumprimento por ambos os países”, explicou.

Por outro lado, o governo boliviano continua sustentando a tese do golpe de Estado parlamentar com a aprovação do impeachment por 61 votos contra 20. De acordo com René Orellana, “lamentamos que o nosso país irmão Brasil esteja hoje numa situação econômica muito crítica, daí que apoiamos o seu povo como expressou o presidente Morales”.

As relações comerciais entre Bolívia e Brasil estão concentradas na venda de 32 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, no marco do contrato GSA que é válido até 2019. Além disso, os dois países vinham discutindo a implementação de vários projetos de energia e de construção de uma ferrovia bioceânica.

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