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Bolívia anuncia combinação estratégica para o Corredor Bioceânico

Brasília – O governo boliviano anunciou, nesta segunda-feira, 9, que o projeto do Corredor Bioceânico de Integração contemplará uma “combinação estratégica” de trens elétricos e a diesel com o objetivo de otimizar os custos de operação e o uso de energia.

Segundo Milton Claros, ministro de Obras Públicas, “o que nós temos que otimizar é o gasto em operação, em tudo que diz respeito à logística, e se fizermos uma combinação de trens elétricos e trens a diesel, economizamos bastante nos custos de funcionamento do corredor”, explicou.

O corredor interoceánico é um megaprojeto proposto pela Bolívia, que unirá os portos de Ilo, no Peru, e Santos, no Brasil, e atravessará o território boliviano até chegar à Ásia. Paraguai e Uruguai se unirão à ferrovia mediante um ramal que se conectará com a hidrovia Paraná – Paraguai.

Milton Claros disse ainda que os técnicos estão avaliando a melhor combinação de acordo com as condições de terreno e rota. Os trens elétricos podem ser utilizados nas áreas mais planas como o trecho entre Santos, no litoral paulista, e o Departamento de Santa Cruz.

Já os trens a diesel, que possuem uma força maior, podem ser empregados no percurso entre as regiões de Cochabamba, La Paz, e Mazocruz, no Peru, porque têm uma altitude maior.

Brasil

O ministro boliviano confirmou ainda que no dia 30 de julho, se reunirá com o ministro dos Transportes brasileiro, Valter Casimiro, na cidade de Corumbá (MS) para revisar os mecanismos que permitirão facilitar os postos de fronteira entre os dois países, no marco do Corredor Ferroviário Bioceânico de Integração.

No final de maio, Milton Claros reuniu-se com o ministro de Obras do Peru, quando foram estabelecidas normas para tornar mais fácil o trânsito de carga, tendo em conta o megaprojeto ferroviário. Claros afirmou que o projeto interessa ao Brasil. “Interessa porque temos ureia em Cochabamba que pode chegar em menos tempo e mais barata. O Brasil importa esse insumo da China e da Rússia”, assinalou.

De acordo com o Itamaraty, a iniciativa boliviana não tem paralelo no atual sistema ferroviário brasileiro, por isso o Brasil negocia um marco legal que permita o acesso recíproco às vias férreas. Um dos interesses confirmados pelo país, está no acesso aos fertilizantes produzidos em Bulo Bulo, na Bolívia, principalmente a ureia que vai elevar a competitividade da safra brasileira de milho.

Além deste projeto, o Brasil também aposta no Corredor Rodoviário Porto Murtinho – Portos do Norte do Chile. A iniciativa irá beneficiar os estados do Mato Grosso e Mato Grosso do Sul, bem como o norte de São Paulo.

Com a pavimentação da rodovia Transchaco, no Paraguai, e a construção da ponte Porto Murtinho – Carmelo Peralta, na fronteira do Brasil com o Paraguai, as famílias brasileiras de produtores terão acesso ao norte da Argentina e ao Pacífico, por meio dos portos chilenos.

Além disso, Argentina, Chile e Paraguai terão acesso privilegiado ao Centro-Oeste brasileiro.

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