Brasília, 15 de setembro de 2019 - 10h14
Bolívia anuncia contrato para a venda de gás para o Brasil até 2023

Bolívia anuncia contrato para a venda de gás para o Brasil até 2023

18 de janeiro de 2019 - 16:09:48
por: Marcelo Rech
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Brasília – A estatal Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB) anunciou que o contrato para a compra e venda de gás natural com o Brasil será ampliado até 2023 com o aporte de US$ 150 milhões mensais à economia boliviana. A informação é do presidente da YPFB, Óscar Barriga.

Segundo ele, “nosso contrato com o Brasil vai se estender até 2023 no regime de nominação que se realize e se pagará por esse gás o preço que estiver no momento. Ou seja, o contrato seguirá garantindo ao preço do WTI atual, cerca de US$ 150 milhões mensais”.

Barriga explicou que o contrato com o Brasil expira este ano, mas assegurou que o acordo estabelece que todos os volumes que a Petrobras não tenha pedido durante os últimos 20 anos devem ser entregues a partir de 2020, razão pela qual a relação contratual se estenderá até 2023.

Ele assinalou ainda que a Bolívia se projeta como provedor confiável de gás de longo prazo, por sua localização geográfica, as suficientes reservas de hidrocarbonetos que possui e os novos descobrimentos de gás e petróleo.

“Na Bolívia os custos de produção são muito baixos, isso é muito importante. São estruturas naturalmente fraturadas. Temos apenas de perfurar e produzir, o que nos coloca em um cenário competitivo ante qualquer outro produtor”, detalhou.

Apesar dos dois países não terem iniciado as negociações para a celebração de um novo acordo, o Embaixador do Brasil em La Paz, Octavio Henrique Dias, qualificou de excelentes as relações diplomáticas entre os dois países. No entanto, ele observou que essas relações podem melhorar muito.

Para tanto, a Bolívia conta com o apoio brasileiro para o projeto do Corredor Ferroviário Central Bioceanico e a ratificação do Protocolo de Adesão do país ao MERCOSUL.

No dia 21, o Grupo Operativo Bioceânico, encarregado de pôr em marcha o projeto, composto por Brasil, Bolívia e Peru, como coluna vertebral, ademais de Paraguai e Uruguai, que aderiram à iniciativa, terão reunião por videoconferência.

Para essa reunião, La Paz conta com a participação do Brasil. A preocupação é que Brasília decida apostar na proposta do Chile de ligar o Porto de Santos até o Pacífico por meio da Hidrovia Paraná – Paraguai.