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17/02/2016
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17/02/2016

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Bolívia denuncia que EUA sabota presença da China no país e na América Latina

Brasília – O ministro da Presidência da Bolívia, Juan Ramón Quintana, denunciou nesta terça-feira, 16, que os Estados Unidos sabotam a presença da China no país e na América Latina, mediante um suposto tráfico de influências que envolve o presidente Evo Morales e a empresa chinesa CAMC. Para Quintana, o principal objetivo é desacreditar os investimentos chineses na Bolívia e afetar a presença de Pequim na região.

De acordo com Juan Ramón Quintana, nos últimos dez anos, os Estados Unidos tentaram desestabilizar politicamente a Bolívia, sem sucesso. A atual campanha ganharia força justamente quando o país se prepara para o referendo constitucional do dia 21 em que a reeleição ilimitada do presidente estará em jogo.

No dia 3 de fevereiro, o presidente Evo Morales foi acusado de favorecer a empresa chinesa com contratos milionários logo que sua ex-companheira, Gabriela Zapata, foi nomeada gerente comercial da CAMC. Em outubro passado, a Bolívia recebeu US$ 7 bilhões da China para investir em projetos de infraestrutura.

Na avaliação de Quintana, a estratégia norte-americana é a de “matar” a credibilidade do presidente e “amplificar” a idéia de que a Bolívia é um Estado corrupto, o que poderá impactar nas urnas. Atualmente, as pesquisas mostram que o Não e o Sim estão empatados e que Morales tem um índice de rejeição de 54%.

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