Bolívia, Brasil e Itália firmam acordo para reduzi
02/12/2011
Política
02/12/2011

Cooperação

Bolívia e Brasil realizam operações conjuntas contra o Narcotráfico

Brasília – As forças antidrogas da Bolívia e do Brasil realizam operações de conjuntas de combate ao narcotráfico por ar, terra e água (vias fluviais) nas zonas fronteiriças. Essas operações estão previstas no Plano de Ação assinado pelos dois países neste ano.

A Polícia Federal brasileira e a Força Especial de Luta Contra o Narcotráfico da Bolívia atuam em conjunto na apreensão de cocaína, bens, veículos e na prisão de traficantes.

Os dois governos acreditam que essas ações contribuem com as operações conjuntas de inteligência e combate a lavagem de dinheiro, tendo como base as experiências anteriores das operações antidrogas Bra-Bo I e II.

As operações também aumentaram a vigilância e fiscalização no entorno dos municípios fronteiriços de Corumbá – Puerto Suárez, Cáceres – San Matías, Guajará-Mirim – Guayaramerín, e Epitaciolândia – Cobija.

Narcotraficantes

De acordo com autoridades judiciais de Santa Cruz, narcotraficantes de quatro países lideram os negócios de drogas na região. São colombianos, peruanos, brasileiros e paraguaios.

Nas últimas operações realizadas naquela zona, também foram presos cidadãos marroquinos.

Apenas 16 peritos atuam em todo o entorno de Santa Cruz o que torna desigual a luta contra o narcotráfico. Enquanto isso, os narcotraficantes possuem equipamentos de alta tecnologia e armamentos pesados.

Nos onze meses do ano, 3.263 traficantes foram presos em todo o país. Em Santa Cruz, foram 191 estrangeiros. Desses, 49 são colombianos. Em La Paz, 38 peruanos foram detidos.

Em 2010, a Bolívia prendeu 120 colombianos, 83 peruanos, 57 brasileiros, 17 argentinos, 12 chilenos, 11 espanhóis e 55 de outras nacionalidades.

A Bolívia é vista pelos narcotraficantes como uma ponte para os mercados da Argentina, Brasil, Paraguai, Estados Unidos e Europa para onde segue a maior parte da droga.

Os narcotraficantes estrangeiros chegam à Bolívia como “emissários” para contatar-se com os traficantes locais a fim de fomentar e otimizar a produção da droga.

No caso da cocaína que é refinada no país, as investigações mostram que o processo começa com o desvio da coca para povoados rurais localizados em regiões praticamente inacessíveis onde funcionam as fábricas de refino.

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