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Bolívia rescinde contrato com empresa brasileira

Bolívia rescinde contrato com empresa brasileira

La Paz – O presidente da Bolívia, Evo Morales, anunciou nesta quarta-feira, 2, que rescindirá o contrato que o governo mantém com a binacional BRABOL, uma das empresas que atuam na construção da rodovia que liga La Paz e Oruro numa extensão total de 203 km. A obra está orçada em US$ 245 milhões.

A decisão foi anunciada após uma inspeção surpresa feita pelo presidente boliviano. Morales criticou a empresa por terceirizar os trabalhos e não cumprir com o cronograma de execução das obras.

O consórcio boliviano-brasileiro é responsável por 77,42 km da rodovia no trecho entre Mantecani e Lequepampa e deveria receber US$ 96 milhões pelo contrato.

Evo Morales explicou que a obra deverá ser entregue em setembro de 2013 e que apenas o trecho sob responsabilidade da BRABOL está atrasado.

“Vamos executar nosso direito de garantia porque não permitiremos que estas empresas não cumpram com seus compromissos e afetem o desenvolvimento desta mega-obra”, afirmou.

TIPNIS

Recentemente, o governo boliviano desistiu de construir o trecho dois da rodovia Villa Tunari – San Ignácio de Moxos, que passava pelo Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS), que também contava com financiamento brasileiro.

Para o presidente da Administradora Boliviana de Rodovias, Luis Sánchez, a decisão inviabiliza o projeto. Morales foi alvo de intensos protestos por conta da construção da rodovia.

Segundo Sánchez, a escolha de outro trecho para a conclusão da obra “é uma loucura, é muito complicado e é muito incerto”.

O Brasil é acusado de investir na obra para atender aos interesses do agronegócio do Oeste brasileiro. O ex-presidente Lula foi quem advogou junto a Evo Morales pela obra e sua execução pela empreiteira OAS e o BNDES foi envolvido no negócio com um financiamento de US$ 332 milhões dos US$ 415 milhões necessários à sua execução.

Depois de uma marcha de 64 dias entre Trinidad, no Departamento de Beni, e La Paz, o governo boliviano recuou. Além disso, promulgou uma lei de proteção do parque.

 

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