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Governo quer empresas brasileiras na Líbia
11/07/2012
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11/07/2012

Bolívia terá novo embaixador e relações devem ser

Bolívia terá novo embaixador e relações devem ser preservadas

Brasília – O presidente Evo Morales indicou nesta quarta-feira, 11, o acadêmico e ex-candidato ao governo de Santa Cruz, Jerjes Justiniano, para o posto de embaixador da Bolívia no Brasil. Sua principal missão será preservar as relações bilaterais.

“O presidente me encarregou de conservar e melhorar as relações com o Brasil, nosso principal sócio”, afirmou após ser confirmado no cargo.

As relações entre os dois países enfrentam alguns percalços desde o cancelamento do contrato com a brasileira OAS que iria construir uma estrada dentro do Território Indígena Parque Nacional Isiboro Sécure (TIPNIS).

O asilo político concedido pelo Brasil ao senador Róger Pinto, de oposição, aumentou o mal estar. Evo Morales não pretende tratar do assunto com a presidente Dilma Rousseff.

Pinto está refugiado na embaixada brasileira e o governo local não tem pressa alguma em analisar um salvo conduto que lhe permita deixar o país. O senador é acusado de corrupção.

De acordo com Jerjes Justiniano, La Paz está preocupada com os quase um milhão de bolivianos que residem no Brasil. A grande maioria trabalha em regime de escravidão na região sudeste.

Ele anunciou ainda que vai exigir da revista Veja, retratação por reportagem publicada nesta semana associando o ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, ao narcotraficante brasileiro Maximiliano Dorado Munhoz, em reportagem que trata a Bolívia como o país da cocaína.

Justiniano revelou que seu primeiro compromisso em Brasília após assumir o posto será reunir-se com o ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota para coordenar a execução da agenda bilateral.

O novo embaixador é advogado e foi Secretário-geral do ministério da Previdência Social e Saúde Pública no governo do general Juan José Torrez. Ele também foi um dos fundadores do Partido Socialista e entre 1971 e 1976, viveu exilado no Peru.

Ele foi vereador em Santa Cruz e reitor em duas oportunidades da Universidade Autônoma Gabriel René Moreno.

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