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19/11/2008
Defesa
19/11/2008

Bolívia terá serviço secreto

Bolívia terá serviço secreto

O governo boliviano decidiu criar um serviço de inteligência vinculado às Forças Armadas e que vai trabalhar prioritariamente no combate ao narcotráfico. A iniciativa vai preencher uma lacuna deixada pela agência norte-americana DEA que foi expulsa do país.

Os Estados Unidos aportavam cerca de US$ 32 milhões anuais em apoio à Bolívia. Os recursos eram empregados em operações de inteligência e assistência às Forças Armadas e à Polícia.

O ministro da Defesa, Walker San Miguel revelou que o projeto de criação de um serviço secreto boliviano levará pelo menos dois anos para ser implantado e que a Bolívia vai procurar países que já possuem experiência neste campo.

O primeiro contato foi feito com a França. Atualmente, as Forças Armadas e a Polícia possuem organismos de inteligência separados.

Brasil e Bolívia querem pacto antidrogas no Mercosul

No mês de dezembro, Brasil e Bolívia deverão firmar um acordo de cooperação para o combate ao narcotráfico. A proposta deverá ser oferecida pelos dois países ao demais integrantes do Mercosul que se reúnem em dezembro.

O ministro da Justiça, Tarso Genro, e o ministro boliviano de Governo, Alfredo Rada, discutiram o assunto em Brasília quando foi constituído um grupo técnico bilateral para elaborar uma proposta.

Eles têm até o dia 21 para apresentar as sugestões aos dois ministros. Os dois países avaliam que a cooperação bilateral é muito pequena e que a eficácia do combate às drogas passa pelo envolvimento de todos os países integrantes do Mercosul.

Brasil e Bolívia já mantém um acordo de cooperação que é 1977. O texto chegou a ser ampliado em 1988, mas as operações conjuntas são realizadas apenas uma vez a cada ano.

O ministério da Justiça informou que a proposta em discussão prevê a presença de policiais brasileiros na Bolívia e de bolivianos no Brasil em condições de atacar carregamentos de drogas, plantios irregulares e laboratórios de refino.

Alfredo Rada enfatizou a necessidade de se regionalizar a luta antidroga, principalmente após a expulsão da agência norte-americana DEA da Bolívia.

O Brasil tem interesse em ocupar esse vazio, mas a Rússia também já se ofereceu para ajudar a Bolívia no combate ao narcotráfico.

Nos últimos anos, o país se consolidou como um dos principais destinos das drogas produzidas na Bolívia. Cerca de 80% da produção boliviana passa pelo Brasil.

O governo de Evo Morales estuda investir US$ 20 milhões na nacionalização da luta contra as drogas.

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