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29/03/2012

Bolívia vai cobrar presença de Cuba na Cúpula das

Bolívia vai cobrar presença de Cuba na Cúpula das Américas

Brasília – O ministro das Relações Exteriores da Bolívia, David Choquehuanca, afirmou que o presidente Evo Morales aproveitará a Cúpula das Américas, que será realizada em Cartagena de Índias entre 9 y 15 de abril, para cobrar dos Estados Unidos a presença de Cuba neste foro.

De acordo com Choquehuanca, os países latino-americanos devem participar em peso da Cúpula justamente para exigir explicações do presidente Barack Obama sobre a exclusão de Cuba.

Ele defendeu ainda a realização de um debate entre os presidentes da região e o líder norte-americano sobre o embargo econômico imposto a Cuba desde 1962.

Argentina e Brasil deverão propor que Cuba seja convidada a participar da Cúpula das Américas a partir da próxima edição em 2015.

Um documento neste sentido deverá ser apresentado e os países latino-americanos também pretendem incluir o compromisso na Declaração Final que será assinada por todos os Chefes de Estado e de Governo do hemisfério, exceto Cuba, claro.

Nesta quinta-feira, 29, a Comissão de Relações Exteriores do Senado aprovou requerimento que será encaminhado à organização da Cúpula das Américas, exigindo a participação de Cuba no evento de Cartagena.

O documento foi apresentado pela senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM), coordenadora do Grupo de Amizade Brasil – Cuba e negociado com a embaixada cubana em Brasília.

Agenda

Enquanto o presidente colombiano Juan Manuel Santos se dedica a confirmar a presença de todos os líderes da região na Cúpula organizada na Colômbia, a ministra das Relações Exteriores, María Ángela Holguín, discute os temas da agenda de Cartagena.

Segundo ela, temas como a legalização das drogas, a exclusão de Cuba da OEA e a soberania argentina sobre as Ilhas Malvinas, terão destaque durante as discussões da Cúpula das Américas.

Na sua avaliação, o maior desafio para a política exterior colombiana é fazer com que o evento produza resultados concretos.

Holguín sabe também que uma Declaração Final sem esses temas servirá apenas para o esvaziamento das próximas edições. “Acredito que se não for assim, ninguém voltará a nenhuma Cúpula na região”, afirmou.

María Ángela Holguín reconhece ainda que esses temas poderão ofuscar o objetivo colombiano em torno das questões ligadas à cooperação e infra-estrutura regional.

Ela explicou que haverá uma Declaração Política que está sendo negociada há mais de um ano, comunicados, sobre a legalização das drogas, por exemplo, e declarações específicas – sobre Cuba e as Malvinas. Isso para preservar a essência do documento político.

A chanceler colombiana afirmou ainda que Hugo Chávez quer comparecer para falar de Cuba, ainda que esteja em tratamento de radioterapia.

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