Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 10h15

Hezbollah

21 de maro de 2015
por: InfoRel
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Marcelo Falak, especial de Buenos Aires, Argentina



Israel seguirá se opondo a qualquer aproximação ocidental com o Irã e continua suspeitando das atividades deste país na América Latina. Por outro lado, com exceção da Tríplice Fronteira, não vê perigos de uma infiltração terrorista no Brasil.



Assim disse uma fonte do Governo de Benjamin Netanyahu familiarizada com o que Israel denomina “penetração iraniana” na região.



De acordo com esta fonte, o último incidente que envolveu o Brasil a membros do grupo xiita libanês Hezbollah se registrou em 2011, e desde então o que há predominado é uma correta coordenação de ações preventivas entre as centrais de Inteligência do Brasil, Israel e países ocidentais.



“Não registramos desde então uma presença com finalidade criminal no Brasil, e a influência que se exerce é, por assim dizer, muito limitada”, disse a fonte.



Diferente, assinalou, é a situação da Venezuela, onde a presença é grande e considerada ameaçadora por Israel. Também mencionou como preocupantes os casos de Paraguai, Peru, Nicarágua e Chile.



No caso da Argentina, no nível reservado, Israel trabalha com a hipótese de um envolvimento iraniano na morte do promotor Alberto Nisman, ainda que siga atento aos avanços da investigação judicial local.



O reeleito Governo de Benjamin Netanyahu espera que continue e se aprofunde a crise na relação com os Estados Unidos, dada a decisão de Barack Obama de avançar em um diálogo para pôr sob controles internacionais o plano nuclear iraniano.



Neste contexto, não economiza iniciativas internacionais para advertir sobre uma República Islâmica que considera um perigo vital para a sua existência como Estado, tanto no plano atômico como em relação ao terrorismo.



A respeito, funcionários do Governo israelense advertiram sobre uma intensa campanha de rearmamento e desenvolvimento do Hezbollah, não somente em seu bastião do sul do Líbano, mas também no Golan sírio. “Para nós, esses territórios são uma unidade”, disse um deles.



Segundo Jerusalém, nem mesmo o interesse de Teerã em negociar um acordo nuclear que represente o levantamento das sanções internacionais que pesam severamente sobre sua economia se traduz em uma tentativa de conter a milícia libanesa, sua aliada. Para o Governo de Netanyahu, o estouro de uma nova e cruel guerra com o Hezbollah é apenas questão de tempo. “Frear uma possível escalada não necessariamente estará em nossas mãos”, disse essa fonte.



Por fim, dizer que tal situação supõe um golpe letal para as tentativas dos Estados Unidos de negociar com o regime dos aiatolás.



Marcelo Falak é jornalista e analista político. Graduado em Ciência Política e especializado em Relações Internacionais e História. Web: http://marcelofalak.com.ar. E-mail: marcelofalak@gmail.com.


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