Brasília, 17 de agosto de 2019 - 15h31
Brasil aperta o cerco contra o contrabando e o crime organizado

Brasil aperta o cerco contra o contrabando e o crime organizado

26 de julho de 2019 - 15:08:07
por: Marcelo Rech
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Brasília – Em maio deste ano, a Polícia Federal deflagrou a Operação Hórus com o objetivo de apertar o cerco contra o contrabando nas fronteiras do país. Estimativa do ministério da Justiça situa em R$ 2 bilhões o volume de produtos e mercadorias que deixaram de ingressar no Brasil, especialmente cigarros.

A informação é da Secretaria de Operações Integradas (Seopi), do ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP). A Operação Hórus implica na realização de ações permanentes nas fronteiras do Paraná e Mato Grosso.

Ainda de acordo com o MJ, cerca de R$ 50 milhões de prejuízos aos cofres públicos foram evitados com o combate mais rigoroso aos crimes fronteiriços, como contrabando e tráfico de drogas. Neste período, o crime organizado também teria deixado de lucrar algo em torno de R$ 35 milhões em apenas 60 dias com o comércio de produtos contrabandeados e o tráfico de maconha.

O ministro Sérgio Moro elegeu o combate ao crime organizado como uma das suas prioridades. Na sua avaliação, o tripé que sustenta o contrabando e a pirataria ainda conta com os crimes violentos e a corrupção.

Em maio, a Operação Hórus teve início em Guaíra (PR) onde já foram apreendidos 50 veículos, 27 embarcações, 22 motores de embarcações, 13 mil caixas de cigarros, o que dá mais de 6 milhões de maços, e quase 2,6 mil kg de maconha. A PF efetuou 22 prisões.

Já no dia 10 de julho, teve início a Operação Hórus Sul, na Ponte da Amizade, que liga Foz do Iguaçu (PR) e Ciudad del Este. Em 16 dias apenas, foram apreendidos 9 veículos, 5 embarcações, 25 caixas de cigarros (12,5 mil maços) e 1,14 kg de maconha. Evitou-se assim, um prejuízo de quase R$ 90 mil com a venda de cigarro.

O ministério da Justiça informou ainda que a Seopi coordena a Operação Vigia, na fronteira do Mato Grosso onde em duas semanas, já foram apreendidos US$ 129 mil que seriam utilizados na compra de drogas na Bolívia.

Para o Secretário-Executivo do Conselho Nacional de Combate à Pirataria (CNCP) do MJ, Guilherme Vargas da Costa, a atuação das forças de segurança nas fronteiras do país é fundamental para impedir que o Brasil acumule prejuízos que já alcançam os R$ 100 bilhões. Já o coordenador-geral de fronteiras da Seopi, Eduardo Bettini, todas as organizações criminosas lucram com alguma atividade em zona de fronteira. Por isso, a prioridade em asfixiar os negócios ilícitos nesta região.

Ele lembra, por exemplo, que há mais de 20 crimes associados ao contrabando, tais como lavagem de dinheiro, roubo de veículos e corrupção. Além disso, Bettini garantiu que as operações não têm data para terminar e que se manterão de forma permanente.