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04/02/2016
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04/02/2016

Integração Regional

Brasil apoia Bolívia como Centro Energético Regional

Brasília  – A presidente Dilma Rousseff afirmou nesta terça-feira, 2, que o  Brasil apoia a pretensão boliviana de tornar-se um Centro Energético Regional, produzindo gás natural, GLP e Petróleo para a exportação. Segundo ela, “nossa parceria em gás natural já deu amplas provas de sua importância, ao contribuir para a estabilidade energética brasileira e também para o processo de desenvolvimento boliviano”.

Ela e o presidente Evo Morales se reuniram em Brasília, mas não firmaram nenhum acordo bilateral. Os dois países têm dialogado por meio do Comitê Binacional de Energia, sobre a assinatura de um acordo energético que entraria em vigor a partir de 2020 com validade de 20 anos. O atual acordo de importação de gás natural pelo Brasil vale até 2019.

A Bolívia também veio buscar apoio do Brasil para a construção de um trem bioceânico que cortará o seu território, deverá passar pelo Peru e ligaria o norte brasileiro ao Pacífico. O governo e empresas alemãs já teriam manifestado interesse em financiar as obras. Rousseff lembrou que “o fim do superciclo das commodities e a própria desaceleração do crescimento da China, coloca desafios perante nós, mais do que nunca a nossa cooperação é necessária”.

No ano passado, os cinco principais mercados de destino das exportações bolivianas foram Brasil (28%), Argentina (17%), EUA (12%), Colômbia (7%) e China (5%), correspondendo a aproximadamente 70% das exportações globais bolivianas. A Bolívia é o único país da América do Sul que apresenta, de forma consistente (desde 2003), superávits comerciais com o Brasil, em função das volumosas exportações de gás (98% do total exportado).

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O Brasil também apoia a Bolívia como sede da Cúpula da CELAC em 2017 ano em que La Paz deverá presidir o bloco. A decisão, no entanto, não está tomada. Em Quito, no mês de janeiro, não houve consenso em torno da escolha da Bolívia. O Chile teme que Evo Morales utilize a presidência da CELAC para pressionar ainda mais a região em favor de sua demanda marítima contra Santiago.

Honduras seria o Plano B, mas o Brasil não gosta da ideia e em março, os chanceleres da CELAC se reunirão na República Dominicana para buscar o consenso em torno do assunto. A ideia é evitar que um assunto bilateral se transforme numa crise regional.

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