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Brasil apóia o Panamá ao Conselho de Segurança

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O Ministério das Relações Exteriores anunciou que o Brasil vai apoiar a indicação do Panamá para substituir a Argentina na vaga rotativa da América Latina no Conselho de Segurança da ONU.

O Panamá foi escolhido depois que Guatemala e Venezuela não conseguiram superar o impasse em torno da disputa. Os dois países foram submetidos a 47 rodadas de votação, mas nenhum deles alcançou o número de votos suficientes para obter a vaga.

Apesar das afirmações do presidente Hugo Chávez de que a Venezuela não iria desistir, diplomatas estrangeiros convenceram o chanceler Nicolás Maduro de que era inviável a aceitação do país no órgão.

Chávez chegou a anunciar seu apoio à Bolívia, mas o fato de manter relações íntimas com Evo Morales inviabilizou a empreitada. Chegou-se a cogitar o ingresso da República Dominicana. O presidente Leonel Fernandez é amigo de Chávez, mas goza de prestígio e apoio junto ao governo norte-americano.

No dia 29, logo após confirmar sua reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, recebeu em São Paulo, uma comitiva de observadores dominicanos. Além das eleições, eles vieram tratar da vaga no Conselho de Segurança. Traziam uma carta de Fernandez para Lula, pedindo o apoio brasileiro à República Dominicana.

Lula teria dito que o Brasil apoiaria o país, desde que houvesse consenso em torno da candidatura. Naquele dia, Leonel Fernandez estava em Washington e já havia obtido o consentimento de George W. Bush.

Em nota, o Itamaraty destacou a satisfação pelo entendimento entre Guatemala e Venezuela, que permitiu o apoio ao Panamá, que vai representar a América Latina e o Caribe no Conselho de Segurança da ONU no biênio 2007-2008.

“O Brasil apoiou a candidatura da Venezuela durante o processo de votação na Assembléia Geral. Tendo ficado claro que nenhum dos dois condidatos alcançaria os dois terços necessários para sua eleição, o Brasil defendeu que se chegasse a uma candidatura de consenso no âmbito latino-americano e caribenho, a partir de um entendimento entre os dois países,” informou a chancelaria brasileira.

Ainda de acordo com o Ministério das Relações Exteriores, o Brasil acompanhou a evolução das negociações e o Ministro Celso Amorim manteve diversos contatos com o chanceler Nicolás Maduro, da Venezuela, e o Ministro Gert Rosenthal, da Guatemala.

“O Brasil considera que a superação do impasse reforça a unidade da América Latina e Caribe”, encerra a nota do Itamaraty.

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