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Brasil apresenta estratégia de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

Brasil apresenta estratégia de combate à corrupção e à lavagem de dinheiro

07 de fevereiro de 2020 - 09:18:51
por: Marcelo Rech
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Resultados do Brasil impressionaram países que integram o G-20, grupo das maiores economias do mundo

Brasília - O Brasil apresentou, por meio do Ministério da Justiça e Segurança Pública, os resultados da Estratégia Nacional de Combate à Corrupção e à Lavagem de Dinheiro (ENCCLA), ao Grupo de Trabalho Anticorrupção do G-20, bloco que reúne as 20 maiores economias do mundo. Com metas anuais e trabalho integrado entre governos, sociedade civil e órgãos de investigação, a ENCCLA reúne cerca de 90 agências e instituições brasileiras na definição e cumprimento de metas anuais, trocando informações e experiências de forma permanente para enfrentar esses crimes.

No encontro realizado na Arábia Saudita, o coordenador-geral de Articulação Institucional do Departamento de Recuperação de Ativos e Cooperação Jurídica Internacional da Secretaria Nacional de Justiça do MJSP, Edson Fábio Garutti Moreira, detalhou a estrutura e a metodologia de trabalho da estratégia nacional brasileira.

De acordo com ele, o sistema brasileiro impressionou os representantes de outros países, que mostraram interessem em conhecer melhor o ENCCLA para poder implantá-lo. O fato de a ENCCLA já ter 17 anos de atuação, a quantidade de instituições que dela participam e a metodologia de consenso para tomada de decisões, foram os elementos que mais chamaram a atenção.

A Itália, inclusive, pediu autorização para participar da plenária anual da ENCCLA de 2019, interessada em se inspirar no modelo de combate à corrupção e à lavagem adotado pelo Brasil. “De fato, a forma de atuação da ENCCLA tem despertado a atenção de países e organismos internacionais. Em dezembro, a Conferência dos Estados Parte signatários da Convenção das Nações Unidas contra a Corrupção, pediu informações. O Timor Leste também solicitou, este ano, dados sobre como é o funcionamento da estratégia brasileira”, explicou Moreira.

A delegação brasileira contou com representantes do DRCI/MJSP, Polícia Federal, Controladoria Geral da União, Advocacia Geral da União e Ministério das Relações Exteriores. O Brasil foi convidado para participar do evento, que também teve debates sobre promoção da integridade no uso de tecnologias de informação e comunicação, além de privatização e parcerias público privadas.