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Crescimento Econômico

16 de maro de 2005
por: InfoRel
Sempre que os argentinos chiavam, los barsileiros cediam. Sempre que havia um princà­pio de crise num paà­s vizinho, o Brasil acudia, perdoava dà­vidas e anunciava linhas de crédito do BNDES.

Tudo em prol de uma polà­tica externa que prioriza seus vizinhos e quer uma Comunidade Sul-Americana de Nações, forte e que mostre o grau de estabilidade sócio-polà­itca da região.

Esse sonho ainda está distante, embora a institucionalização da Comunidade deva ocorrer mesmo em agosto, quando os presidentes sul-americanos se reúnem em Brasà­lia. De qualquer forma, os esforços começam a render números positivos.

Os investimentos estrangeiros cresceram 79% no Brasil em 2004, atingindo a importante cifra de US$ 18,1 bilhões. Esse crescimento acabou sendo bom para toda a região. Os investimentos diretos na América Latina e Caribe cresceram 44% em relação a 2003, chegando a US$ 56,4 bilhões.

Os números são da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe, Cepal, organismo das Nações Unidas, e contam do Relatório “Investimento Estrangeiro na América Latina e no Caribe em 2004”. Os detalhes serão apresentados nesta quarta-feira num seminário promovido pelo BNDES no Rio de Janeiro.

O Brasil recebeu praticamente um terço de todos os investimentos e mereceu um capà­tulo especial no documento. O México, com US$ 16,6 bilhões e o Chile, com US$ 7,6 bilhões, vêem logo após o Brasil. No caso chileno, o crescimento dos investimentos estrangeiros no paà­s chegou a 73%.

A Cepal também destaca o surgimento de empresas consideradas translatinas, que atuam em diversos paà­ses da região, casos da Petrobrás e da Companhia Vale do Rio Doce. Mas o organismo adverte que os investimentos pecam por falta de qualidade. Os US$ 77 milhões de dólares investidos em gás e eletricidade não foram suficientes para livrar o Cone Sul de um apagão.

Novos e pesados investimentos terão de ser feitos. Para alguns especialistas, algo da ordem de US$ 20 bilhões ainda terá de ser aplicados nos setores de geração e abastecimento, até 2008.

Isso mostra que a Polà­tica Externa brasileira vai muito bem, tem aberto espaços mundo afora e ampliado a pauta de exportações, mas a prioridade vai continuar sendo a estabilidade regional, onde o paà­s é là­der natural e um dos maiores beneficiados pela confiança internacional, agora e no futuro.

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