Brasília, 25 de maio de 2020 - 08h13
Brasil aumenta presença militar na segurança das fronteiras

Brasil aumenta presença militar na segurança das fronteiras

04 de abril de 2020 - 12:57:47
por: Marcelo Rech
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Brasília – O Ministério da Defesa informou, nesta sexta-feira, 3, que militares das Forças Armadas, em parceria com diversos órgãos governamentais nas áreas de Saúde e Segurança Pública, estão atuando na segurança das fronteiras, especialmente na fiscalização do fluxo de pessoas que transitam de um país para outro. A ação faz parte da Operação Covid-19, coordenada pelo MD, que conta com 10 Comandos Conjuntos distribuídos por todo o território nacional, além de um Comando Aeroespacial de ativação permanente.

Essa medida coincide com as operações lançadas pelas forças armadas da Argentina, Paraguai e Uruguai, nas fronteiras com o Brasil. Além de reforçar as ações por conta da pandemia, a presença militar impacta diretamente o crime organizado.

Além da segurança e combate ao coronavirus, as Forças Armadas atuam nas operações de repatriação de nacionais. Em Corumbá (MS), a 18ª Brigada de Infantaria de Fronteira realiza apoio logístico no repatriamento de cerca de 900 brasileiros que estão na Bolívia, nas cidades de La Paz, Santa Cruz de La Sierra e Cochabamba.

O 6° Batalhão de Infantaria de Selva, em Guajará-mirim (RO) apreendeu duas embarcações ilegais que trafegavam na região do Porto Oficial de Guajará-Mirim, durante ação preventiva à proliferação da Covid-19, no controle do acesso à fronteira com a Bolívia.

Já em Foz do Iguaçu (PR), fronteira com a Argentina e o Paraguai, o 34º Batalhão de Infantaria Mecanizada apoia equipes de vigilância sanitária na triagem dos cidadãos que trafegam nas pontes da Amizade e da Fraternidade, que dão acesso ao Brasil.

Em Bagé (RS), a 3ª Brigada de Cavalaria Mecanizada auxilia nas ações de prevenção e de redução dos riscos à saúde, na entrada no País, de estrangeiros provenientes do Uruguai.

Já a Capitania dos Portos da Amazônia Oriental exerce inspeção naval no Porto Amazonas, em Belém. A equipe de inspeção naval identificou eventuais embarcações clandestinas oriundas de outros países.

O Ministério da Defesa informou que a Operação Covid-19 já mobilizou mais de 25 mil militares no propósito de enfrentar o coronavírus, resguardar a população brasileira do contágio e dar suporte nesse novo cenário de isolamento social da maior parte das atividades. Os esforços acontecem diariamente, por todo o país. Até o momento, o trabalho conta com 214 barracas, 5 aeronaves e 792 viaturas.

Base Industrial de Defesa

Na quinta-feira, 2, o ministro da Defesa, Fernando Azevedo, se reuniu, por videoconferência, com representantes de 14 associações industriais que integram a Base Industrial de Defesa (BID) e com o Diretor de Logística do Ministério da Saúde, Roberto Dias. Essas instituições, que coordenam milhares de empresas, se colocaram à disposição dos ministérios da Defesa e da Saúde para minimizar os impactos causados pela epidemia do Coronavírus.

Fernando Azevedo reforçou que as 14 associações da BID têm capacidade de ajudar e adequar suas empresas às necessidades do Brasil no momento: maior produção de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), respiradores e álcool em gel.

Segundo ele, "as duas maiores preocupações nossas são com a parte sanitária e com a economia. Queremos salvar o maior número de vidas. Temos que partir para uma maior produção interna. É um meio de diminuir o contágio e não impactar o sistema de saúde", explicou.

"A Base Industrial de Defesa não pode ficar desse esforço que o Brasil e o mundo estão passando. Nós podemos ajudar muito com os equipamentos de saúde. O respirador, por exemplo, é fundamental. Ele é a diferença entre a vida e a morte", afirmou Azevedo.

O presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança (ABIMDE), Roberto Gallo, afirmou que é preciso pensar em três momentos. "Falo do combate imediato, a médio e a longo prazo. Vamos coordenar a mobilização das empresas de Defesa com base no monitoramento do que está sendo feito lá fora (em outros países) e mapeando as tecnologias do Brasil", assegurou.