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Brasil busca ampliar participação no mercado mundi

15 de abril de 2014 - 16:26:13
por: InfoRel
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Brasília - O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Daniel Godinho, afirmou em palestra na Universidade de Harvard (EUA), que "há muitas formas de buscar o aumento da participação no comércio exterior e o Brasil pretende ampliar o seu acesso no mercado mundial por meio da implementação de medidas de facilitação do comércio".


Godinho falou que o governo brasileiro está empenhado na implementação das medidas previstas pelo Acordo de Facilitação de Comércio estabelecido em Bali, durante Conferência Ministerial realizada pela Organização Mundial de Comércio (OMC), em novembro passado.


Para tanto, anunciou que será lançado brevemente o Portal Único de Comércio Exterior, que irá integrar as ações dos 22 órgãos intervenientes das operações de exportações e importações em uma plataforma única de interação com os usuários.


A palestra de Godinho na universidade norte-americana foi precedida pela apresentação do professor Mark Wu, que considerou o Brasil um modelo na elaboração de políticas de combate à pobreza e de desenvolvimento econômico.


Neste sentido, o secretário brasileiro mostrou um panorama das transformações econômicas do país e lembrou que, em dez anos, as exportações brasileiras passaram de US$ 100 bilhões para aproximadamente US$ 240 bilhões.


Ele destacou a importância desempenhada pelo Mercosul neste processo e salientou que as vendas brasileiras para este bloco econômico cresceram mais do que para qualquer outra região do mundo. Ele disse que as negociações entre Mercosul e União Europeia estão caminhando bem e que os dois blocos deverão apresentar listas de ofertas brevemente. "Esta negociação poderá resultar em um dos maiores acordos comerciais do mundo e estamos otimistas sobre a possibilidade de sua conclusão em breve", comentou.


Sobre a Aliança do Pacífico, processo de integração comercial entre Chile, Peru, Colômbia e México, Godinho explicou que não há embasamento na alegada oposição entre este bloco e o Mercosul.


"O Brasil possui acordos com todos estes países, em muitos casos com boa parte dos produtos com tarifas zero de importação. Portanto, não há motivos para oposição. Pelo contrário, a Aliança do Pacífico integra ainda mais a região como um todo, objetivo permanente brasileiro, o que será muita boa para o Brasil e o Mercosul", declarou.