Soy loco por ti, América: uma história de golpes
03/07/2012
América do Sul
03/07/2012

Brasil busca proteção no comércio com a China

Brasil busca proteção no comércio com a China

Brasília – Os governos do Brasil e da China firmaram acordo que permite a realização de troca de moedas entre os dois países, caso haja um travamento do crédito em função do agravamento da crise financeira internacional.

De acordo com o Planalto, o objetivo é manter o comércio entre os dois países. Nos últimos vinte anos, as exportações para a China subiram de 1,2% para 17,3% do total das vendas externas brasileiras.

O ministério da Fazenda informou que a iniciativa é um desdobramento da reunião dos Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) realizada em Los Cabos (México). Acordos semelhantes serão firmados com os demais países do bloco.

O protocolo define que China e Brasil terão a possibilidade de acessar até R$ 60 bilhões (US$ 30 bilhões) ou CNY 190 bilhões (yuans), conforme critérios técnicos a serem definidos pelos bancos centrais dos dois países.

Na reunião de Los Cabos, os cinco países concordaram em dar início a discussões sobre a possibilidade de realização de trocas de moedas entre os países do grupo e também para a criação de um pool de reservas dos Brics, para reforçar a solidez e a solidariedade econômico-financeira desses países, fortalecendo-os diante de crises internacionais.

Juntos, os Brics possuem o maior volume de reservas do mundo, com US$ 4,5 trilhões.

Segundo o ministro Guido Mantega, “estamos estreitando o relacionamento e sendo elevados a parceiros estratégicos globais”.

Na sua avaliação, a medida reforça a situação financeira de ambos os países. “É como se nós tivéssemos uma reserva adicional de recursos no momento em que a economia internacional está estressada”.

Aviões

Além da troca de moedas, Brasil e a China assinaram acordo que visa aumentar as exportações de aviões brasileiros para aquele país.

Também foram assinados protocolos para a implantação de uma fábrica, por meio de parceria com uma empresa chinesa, para a construção do protótipo do novo modelo comercial da Empresa Brasileira de Aeronáutica (EMBRAER) e lançamento de satélites sino-brasileiros, que possibilitarão o desenvolvimento de tecnologias aeroespaciais a serem compartilhados entre os dois países.

O primeiro satélite (CBR-3) deve ser lançado ainda neste ano e o segundo (CBR-4) daqui a dois anos. Foi assinado ainda acordo para troca de informações sigilosas entre as aduanas dos dois países, para que haja uma maior eficiência no combate a fraudes.

Os entendimentos foram acertados em reunião bilateral durante a Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Cooperação

Os dois países assinaram ainda uma parceria para a criação de um centro de cultura brasileira na China e um centro de cultura chinesa no Brasil – o primeiro na América Latina. Além disso, outro acordo prevê o desenvolvimento de pesquisas nas áreas de nanotecnologia, biotecnologia, telecomunicações, oceanografia e proteção ambiental.

Também ficou acertado o intercâmbio de estudantes no âmbito do programa Ciência Sem Fronteiras. O acordo entre a Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e o China Scholarship Council, beneficiará até 5 mil estudantes brasileiros de 2012 a 2015.

Além de oferecer, anualmente, 250 bolsas de estudos, o governo chinês isentará mensalidade e taxa de matrícula de 600 vagas.

Pelo acordo, serão oferecidas bolsas de estudos nas áreas prioritárias do Ciência Sem Fronteiras como engenharias, ciências da natureza e energias renováveis – para cursos de graduação, graduação-sanduíche e pós-graduação.

As vagas estarão disponíveis em instituições que ofereçam aulas em inglês.

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