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06/07/2014
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06/07/2014

Tecnologia

Brasil capacita técnicos para Satélite Geoestacionário

Brasília – Com o objetivo de obter transferência de tecnologia, o governo brasileiro enviou à França 26 técnicos e engenheiros que concluíram em junho, parte do curso avançado para a absorção de tecnologia do satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas (SGDC).

Neste mês, 16 integrantes do grupo retornam para Cannes para mais uma etapa da preparação que teve início em abril. Eles deverão permanecer na França até o início de 2015 trabalhando junto com as equipes da Thales Alenia, responsável pela construção do equipamento.

Para o projeto, foram selecionados engenheiros da Agência Espacial Brasileira (AEB), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), da Telebras, da Visiona e dos ministérios da Defesa e das Comunicações.

De acordo com a AEB, o programa de absorção da tecnologia é sua responsabilidade junto com a Telebras. O principal desafio é inserir as empresas brasileiras no mercado de manufatura e serviços de satélites geoestacionários.

Os integrantes do grupo já passaram também pela Ucrânia onde o curso teve um viés muito mais acadêmico. Em Cannes, eles aprendem sobre o desenvolvimento na prática empresarial, além de permitir ao Brasil, medir o seu próprio nível tecnológico. A ideia é que a capacitação também resulte em projetos no âmbito do programa espacial brasileiro.

Para o diretor de Política Espacial e Investimentos Estratégicos da AEB, Petrônio Noronha de Souza, a capacitação de profissionais brasileiros impactará positivamente o parque industrial aeroespacial do país, além de contribuir com a pesquisa espacial do Brasil.

Programado para lançamento em 2016, o satélite vai atender às necessidades do Plano Nacional de Banda Larga (PNBL) e uma vasta área de comunicações estratégicas no campo militar e civil. Quando completamente implementado, o projeto vai triplicar a capacidade de comunicação via satélite no Brasil.

Os novos recursos, garantem o aumento da cobertura de comunicações das Forças Armadas, especialmente em apoio SISFRON (Sistema Integrado de Monitoramento de Fronteiras Terrestres) do SisGAAz (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul referido às águas territoriais) e o SISDABRA (Sistema Brasileiro de Defesa Aeroespacial).

A Defesa ressalto ainda que além da operação eficiente e segura, garantindo sigilo das informações que transitam pelo satélite, a preparação dos militares permitirá aquisição de conhecimentos para a especificação da constelação satélites para sensoriamento, previsto para 2018.

SGDC

O Satélite Geoestacionário brasileiro estará baseado na plataforma Spacebus 4000 e terá duas cargas úteis. Uma com 50 transponders banda Ka, oferecendo taxa de transferência de até 80 Gbps, e a outra com sete transponders banda X. O satélite pesa cerca de 5,8 toneladas na decolagem e oferecerá mais de 11 kW de potência. A previsão é de que seja entregue para o lançamento em 2015.

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