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Brasil cobra presença da ONU na crise hondurenha

Brasil cobra presença da ONU na crise hondurenha

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, cobrou nesta segunda-feira, um maior envolvimento da Organização das Nações Unidas (ONU) na crise hondurenha.

Para o ministro, o governo de Roberto Micheletti deu uma bofetada na comunidade internacional ao negar a entrada de uma missão da Organização dos Estados Americanos (OEA) no país no último final de semana.

Durante o dia, Amorim conversou com o Secretário-Geral da OEA, José Miguel Insulza, a Secretária de Estado Hilary Clinton e o Secretário-Geral da ONU, Ban Ki-Moon.

O Brasil também encaminhou carta ao Conselho de Segurança da ONU pedindo que o órgão acompanhe o desenvolvimento da crise e adote as medidas que julgar cabíveis.

Celso Amorim afirmou que o Brasil não abandonará a embaixada que há uma semana abriga o presidente deposto Manuel Zelaya. Para o ministro, esse gesto seria “covardia”.

Na avaliação do ministro, a negativa do governo golpista em permitir o trabalho da missão da OEA somado ao ultimato de sábado dado ao Brasil, “demonstram que há quase que um estado de surdez das autoridades de fato em relação ao que eu tenho dito à comunidade internacional.”

Para Celso Amorim, ao impedir o diálogo Roberto Micheletti dificulta uma saída pacífica para a crise.

Nesta terça-feira, a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional se reúne às 9h para avaliar a situação em Honduras e decidir se mantém a viagem que estava marcada desde a semana passada.

Como o Brasil não dialoga com Tegucigalpa, o avião da Força Aérea Brasileira (FAB), não poderá aterrizar em Honduras.

Às 15h será a vez dos senadores discutirem a crise na Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional que na semana passada aprovou uma moção de repúdio ao cerco sofrido pela embaixada do Brasil em Honduras.

Agora, os senadores ameaçam rever o requerimento irritados com o uso político da representação brasileira por Manuel Zelaya.

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