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Brasil comemora decisão da OEA. Cuba desdenha

Brasil comemora decisão da OEA. Cuba desdenha

A decisão da Organização dos Estados Americanos (OEA), de tornar nula a resolução que em 1962, determinou a expulsão de Cuba da entidade, foi comemorada pelo Brasil, mas tratada com indiferença pelo governo cubano.

A reintegração de Cuba à OEA foi o principal tema discutido em São Pedro Sula, Honduras, durante a 39ª Assembléia-Geral da organização.

A Secretária de Estado norte-americana, Hilary Clinton, tentou condicionar a reintegração de Cuba a reformas políticas na ilha, mas deixou o encontro sem dizer uma única palavra.

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, propôs a criação de um grupo de trabalho da OEA para tratar do fim da suspensão de Cuba.

Já o chanceler equatoriano Fander Falconi, afirmou que a volta de Cuba à OEA se deu sem condicionamentos.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que voltou nesta madrugada de uma visita a três países centro-americanos, destacou que o retorno de Cuba à OEA é uma vitória do povo latino-americano.

“Apagamos uma história de muitos anos e recuperamos o direito de Cuba de participar da OEA. Não sei nem se Cuba quer voltar. Eles podem não querer”, afirmou.

Para o presidente, agora caberá aos Estados Unidos, determinar o fim do embargo econômico à ilha. Lula acredita que o presidente Barack Obama poderá tomar essa decisão.

Segundo ele, “não tem explicação em lugar nenhum do mundo para o embargo econômico a Cuba. O próximo passo que pode acontecer é ele ir caindo aos poucos e tudo voltar à normalidade”.

Para o assessor internacional da Presidência da República, Marco Aurélio Garcia, “tudo que vai nessa direção é muito positivo, porque cria um novo ambiente na América Latina”.

Garcia acredita numa nova relação dos Estados Unidos com os países latino-americanos.
Já em Cuba, a decisão não empolgou.

O ex-presidente Fidel Castro acusou a OEA de cometer crimes contra o país a serviço do governo norte-americano.

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