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Missão de Paz

23 de junho de 2005
por: InfoRel
A decisão do Conselho de Segurança das Nações Unidas, de prorrogar até 15 de fevereiro de 2006, a missão de estabilização do Haiti, foi comemorada pelo governo brasileiro e pelo Secretário-Geral da ONU, Kofi Annan. Ele defendia um prazo ainda maior, de dois anos, até que o paà­s conseguisse andar com as próprias pernas.

Segundo nota do Itamaraty, “a prorrogação do mandato da Missão permitirá à s Nações Unidas permanecerem no Haiti ao longo de todo o processo eleitoral – que ocorrerá em outubro, novembro e dezembro – e até a posse do novo Governo, no inà­cio de fevereiro. Fica assim assegurado ao povo haitiano o apoio continuado da comunidade internacional à  recuperação de seu paà­s”.

Também numa vitória pessoal de Annan, o efetivo militar foi ampliado para 4.700 soldados. Serão mais 800 militares e 275 policiais. O Brasil ainda não decidiu se enviará mais soldados. Atualmente, o paà­s mantém 1.200 militares no Haiti e o comando da missão com o general Heleno Augusto Ribeiro.

Os diplomatas brasileiros ressaltaram que a decisão vai garantir maior segurança à  população durante o processo eleitoral, além de desencorajar a atuação de grupos armados e milà­cias ilegais.

Tanto o Brasil como as Nações Unidas acreditam que a realização de eleições justas, inclusivas e livres no Haiti são essenciais para a normalização da vida polà­tico-institucional e a retomada do desenvolvimento econômico do paà­s.

O Brasil voltou a destacar a importância dos paà­ses doadores liberarem os recursos prometidos para as obras que devem estimular a reativação da economia haitiana. O Itamaraty lembra que o paà­s é o maior contribuinte de tropas da Minustah e trabalhou para reforçar o contingente de forma a garantir a transição polà­tica no Haiti.

Em 2004, o Brasil gastou R$ 164,9 milhões apenas no segundo semestre do ano, com as tropas no Haiti. Para 2005, os gastos devem chegar a R$ 175,4 milhões. Deste total, a ONU reembolsou R$ 26 milhões.

A próxima batalha será manter o comando das tropas. O general Heleno Ribeiro já anunciou o desejo de deixar a Minustah. O general Luiz Guilherme Terra Amaral, chefe do Centro de Inteligência do Exército, já teria sido o escolhido.

No entanto, o Brasil teme que os Estados Unidos estejam manobrando para tomar o comando brasileiro da Minustah. A decisão deverá sair até o final do mês.

Nesta quarta-feira, o Senado adiou a votação do requerimento que vai permitir a realização de uma audiência pública com a presença dos ministros Celso Amorim e José Alencar, e o general Heleno. Os senadores querem saber em que estágio se encontra a missão brasileira no Caribe.

Antes, terão de resolver outra pendência. Um crédito extraordinário de R$ 85 milhões para a manutenção das tropas ainda não foi votado. Um deputado, Capitão Wayne [PSDB-GO], quer desviar os recursos para a compra de viaturas para a Polà­cia Militar.

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