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01/08/2013
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Brasil corta R$ 900 milhões da Defesa, mas anuncia

Brasil corta R$ 900 milhões da Defesa, mas anuncia trading para negócios

Brasília – Nesta semana, o governo federal anunciou o corte de R$ 900 milhões do Orçamento da Defesa, ao mesmo tempo em que publicou no Diário Oficial da União, portaria criando o Grupo de Trabalho (GT) para ampliar a capacidade da Base Industrial de Defesa (BID) que deverá resultar numa nova estatal para fomentar a exportação e importação de produtos bélicos.

De acordo com a portaria publicada nesta quarta-feira, 31, o GT será coordenado pelos ministérios da Defesa e do Desenvolvimento, Indústria e Comércio. Posteriormente, serão inseridos na discussão o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), a Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI) e a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex Brasil).

A futura estatal terá como principal desafio, operacionalizar os contratos de compensação tecnológica, industrial e comercial. Neste sentido, dará suporte tanto na promoção como na comercialização de produtos importados e exportados.

Esta medida é parte de uma séria de mudanças que veem sendo implementadas na Defesa nos últimos anos. Desde a criação da Secretaria de Produtos de Defesa, o MD trabalha para melhorar as condições de negociação do Brasil com outros países, focando prioritariamente a transferência e o compartilhamento de tecnologia sensível.

Um dos projetos que podem ser beneficiados pela nova estrutura é o FX-2 que prevê a aquisição de 36 aviões de caça supersônicos para a Força Aérea Brasileira (FAB). Em compasso de espera desde 1998, o projeto pode ser finalmente concluído ao final de 2013 com a aquisição não apenas de novas aeronaves, mas de compensações comerciais e tecnológicas para o Brasil e a sua indústria de Defesa.

Recentemente, o governo criou com a aprovação do Congresso Nacional, a Amazônia Azul Tecnologias de Defesa (Amazul) e recuperou a Empresa Gerencial de Projetos Navais (Emgepron), também vinculada à Marinha, a Nuclebrás Equipamentos Pesados S.A (Nuclep), uma das fornecedoras do programa de submarinos daquela força, e a Indústria de Material Bélico do Brasil (Imbel), próxima do Exército. Além disso, participa da Visiona Tecnologia Espacial S.A, do setor de satélites, com 49% do seu capital. A empresa é controlada pela Embraer que detém 51% das suas ações.

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