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Genebra II

Brasil critica financiadores do conflito sírio e é criticado

Brasília – O Secretário-Geral do Itamaraty, embaixador Eduardo dos Santos, representante brasileiro na Conferência Genebra 2 sobre a guerra civil na Síria, criticou as nações que financiam o conflito com o envio de armas àquele país. O Brasil também não acredita num acordo de paz enquanto países como os Estados Unidos tentarem formar o futuro novo governo. Por outro lado, a ausência do chanceler Luiz Alberto Figueiredo foi duramente criticada.

Eduardo dos Santos também afirmou que o Brasil não acredita na paz pela via militar, mas apenas por meio do diálogo entre as partes. Em seu discurso, afirmou que “não haverá solução para o conflito na Síria enquanto ambos os lados continuarem a receber recursos financeiros e armas do exterior”.

“Os países e organizações reunidos aqui deveriam apoiar fortemente o diálogo político liderado pelos sírios. Essa conferência deveria mostrar seu apoio não tentando determinar as decisões que as partes sírias deveriam tomar”, sublinhou.

Ele disse ainda que a solução para a guerra civil na Síria foi minada em grande parte pela paralisia do Conselho de Segurança da ONU e que o Brasil, quando membro rotativo em 2010 e 2011, tentou buscar uma solução. Ele aproveitou para pedir mais uma vez por reformas no principal mecanismo das Nações Unidas e onde o país busca um assento permanente.

Os Estados Unidos exigem a saída do presidente Bashar Al Assad como condição para que a paz seja alcançada. Em resposta, Eduardo dos Santos disse que “esse é um processo sírio com o apoio da comunidade internacional, e não um processo internacional com a participação síria”.

O Brasil também pediu o acesso humanitário às áreas mais afetadas, um cessar-fogo regional e que os responsáveis pelas violações de direitos humanos sejam levados à Justiça. As negociações entre a oposição e o regime sírio começam na próxima sexta-feira, 24.

Enquanto várias organizações não-governamentais criticaram o Brasil por não enviar o seu ministro de Relações Exteriores ao evento, o governo sírio elogiou e agradeceu aos países dos BRICS pela “amizade sincera”.

O Brasil é o único país de língua portuguesa que participa da Conferência ao lado de outras 40 nações.

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