Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 18h23
Brasil defende fortalecimento das ações climáticas na COP 23

Brasil defende fortalecimento das ações climáticas na COP 23

06 de novembro de 2017
por: InfoRel
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Brasília - Tem início nesta segunda-feira, 6, em Bonn, na Alemanha, a Conferência do Clima (COP 23) que reunirá até o próximo dia 17, representantes de mais de 190 países. Na oportunidade, o Brasil pretende trabalhar para que avencem as ações de contenção do aquecimento global, associado a danos como secas e enchentes mundo afora. Um dos principais desafios está em apoiar a regulamentação do Acordo de Paris, um esforço mundial para conter o aumento da temperatura média do planeta.

Para tanto, o governo montará o Espaço Brasil que sediará debates e apresentações ao longo das duas semanas da Conferência. O objetivo é envolver setor público, iniciativa privada, sociedade civil e academia nos temas ligados à mudança do clima. Na avaliação brasileira, essa articulação é fundamental para que as metas previstas pelo Acordo de Paris sejam alcançadas.

O financiamento está entre as principais questões para o Brasil. De acordo com o ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, “existem caminhos para manter a floresta em pé e, ao mesmo tempo, melhorar a qualidade de vida das pessoas. Esse pagamento precisa começar a ser feito pelas florestas, principalmente as florestas tropicais, que estão sob pressão”, afirmou.

Em Bonn, os países trabalharão na construção do livro de regras que detalhará como será o processo. Essa regulamentação tem de ser concluída até o final de 2018. “O Brasil defende que, de Bonn, saia um rascunho o mais avançado possível”, explicou o Subsecretário-Geral de Meio Ambiente do ministério das Relações Exteriores, Embaixador José Antônio Marcondes de Carvalho.

O MMA informou que a regulamentação inclui aspectos ligados a temas como a incorporação de diretrizes sobre adaptação à mudança do clima, os diálogos facilitados que ocorrerão em 2018 e os mecanismos de avaliação e aumento da ambição das metas de cada país. “A luta para evitar a mudança do clima é irreversível e universal”, assegurou Marcondes de Carvalho.

A Conferência será presidida pela República das Fiji, um pequeno país insular do Pacífico que se soma a diversas outras pequenas ilhas ameaçadas pelo aumento do nível dos oceanos. As negociações ocorrerão, no entanto, na cidade alemã onde está sediada a Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).

COP

A Conferência das Partes (COP) é o órgão supremo da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). Desde então, os países-signatários reúnem-se anualmente para estabelecer acordos com o objetivo de enfrentar o aquecimento global e avaliar os protocolos estabelecidos anteriormente.

O Acordo de Paris foi concluído em 2015, na COP 21, e representa um esforço mundial para manter o aumento da temperatura média global bem abaixo de 2°C em relação aos níveis pré-industriais. Nesse contexto, cada país apresentou sua meta de redução de emissões para fazer frente ao aquecimento global. A meta do Brasil é considerada uma das mais ambiciosas e propõe a redução de 37% das emissões até 2025, com indicativo de cortar 43% até 2030.

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