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Minustah

Brasil deve investir US$ 12 milhões até 2010 em projetos de cooperação com o Haiti

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, realizou a sétima visita de trabalho ao Haiti nesta sexta-feira, quando destacou que a segurança e a estabilidade do país asseguradas pela presença da Minustah, são apenas dois elementos que contribuem para o desenvolvimento do Haiti.

Segundo ele, “não há segurança desvinculada do desenvolvimento econômico e social”.

Amorim lembrou que a Minustah tem sido um exemplo de missão de paz internacional também por sua disposição para atuar em áreas que beneficiam o país como um todo.

Ele entregou ao ministro da Saúde do Haiti, 500 mil doses de vacina contra a raiva, numa contribuição com o programa desenvolvido pelo governo do Haiti em parceria com a Organização Pan-Americana de Saúde e expressou sua satisfação com o lançamento do primeiro projeto de cooperação conjunta entre o Brasil e a França no Haiti, que criaram o Banco de Leite Materno no país.

O projeto prevê o fornecimento de leite para crianças nascidas de mães em condições vulneráveis e se desenvolverá, inicialmente, no interior do Haiti.

Celso Amorim se reuniu com o presidente haitiano, René Preval, a primeira-ministra Michele Dubois Pierre-Louis, o ministro dos Negócios Estrangeiros, Alrich Nicolas, com o chanceler francês, Bernard Kouchner, integrantes da Minustah, e os embaixadores da Argentina e do Chile.

Ele participou ainda do evento que marcou a assinatura da Declaração de Intenções para a Cooperação entre a Agência Brasileira de Cooperação (ABC) e a Agência Francesa de Desenvolvimento.

Atualmente, o governo brasileiro realiza estudos de viabilidade para a construção da barragem “Artibonite 4C.

Na região sul do país, a cerca de 70 km entre as cidades de Camp Perrin e Jeremie, está sendo construída uma estrada por empresa brasileira que venceu uma licitação do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

O Brasil também pode adotar um programa de concessão de preferências tarifárias seguindo o modelo norte-americano, para produtos têxteis do Haiti. A medida pretende estimular os investimentos no país.

De acordo com o Itamaraty, o Haiti absorve cerca de 3/4 da cooperação técnica do Brasil com o Caribe.

Entre abril deste ano e outubro do ano que vem, serão aplicado no Haiti, US$ 12 milhões em três projetos, incluindo um centro de formação profissional para qualificar a mão-de-obra haitiana.

Apenas em 2008, o Brasil investiu R$ 30 milhões na cooperação com o Haiti.

Foram financiados projetos nas áreas de tecnologia agrícola com o aperfeiçoamento dos sistemas de produção de arroz, mandioca, feijão, milho e hortaliças, o processamento do caju, na agricultura familiar, no combate à violência contra a mulher e o trabalho infantil, formação profissional com o apoio do Senai e do Senac, o processamento de lixo sólido, e em reflorestamento.

Recentemente, foi inaugurado em Porto Príncipe, o Centro de Estudos Brasileiros que ensina a língua portuguesa e funciona como referência à cultura do Brasil.

Também ampliou-se o recebimento de estudantes-convênio haitianos no Brasil, para cursos de graduação e pós-graduação, e criou-se a cadeira de estudos brasileiros e relações internacionais em universidade de Porto Príncipe.

O Brasil participa ainda de projetos de cooperação triangular, realizados em conjunto com um ou mais países a favor do Haiti.

O ministro Celso Amorim havia estado no Haiti em maio do ano passado acompanhando o presidente Lula quando foram firmados acordos de cooperação técnica no setor agrícola e alimentar desenvolvido pelo Brasil no Haiti.

O contingente da Minustah de cerca de 7 mil militares conta com pouco mais de 1.200 soldados e oficiais brasileiros. No total, 45 países participam da força da ONU.

Os brasileiros que participam da missão realizam ações humanitárias nas áreas de odontologia, distribuição de alimentos e de água potável, programas culturais nas escolas, recolhimento de lixo, reconstrução de estradas, construção de poços artesianos, entre outras.

No ano passado, o intercâmbio comercial entre Brasil e Haiti chegou aos US$ 51 milhões, dos quais US$ 49,5 milhões em exportações do Brasil, que foi o quarto principal provedor de bens para o Haiti, atrás de Estados Unidos, Antilhas Holandesas e China.

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