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Brasil deve US$ 6 milhões em contribuições à OEA

Brasil deve US$ 6 milhões em contribuições à OEA

Brasília – Menos de uma semana após o Brasil participar em Caracas da fundação da Comunidade de Estados Latino-Americanos e Caribenhos, a Organização dos Estados Americanos (OEA), revela que a dívida do país com o organismo alcança os US$ 6,3 milhões.

Pelo menos sete países não têm honrado com os seus compromissos com a OEA que vive uma crise econômica.

A OEA acredita que o calote nas cotas devidas tem como pano de fundo uma luta por poder. O Brasil, por exemplo, não estaria pagando por conta das denúncias na Comissão Interamericana de Direitos Humanos sobre a usina de Belo Monte.

De acordo com o chefe de gabinete da Secretaria-Geral da OEA, Hugo de Zelada, os sete países devem US$ 9,1 milhões. Carlos Ponce, coordenador-geral da Rede Latino-Americana e do Caribe para a Democracia, a OEA conta com apenas US$ 50 mil para funcionar.

O Brasil estaria impondo como condição para quitar a dívida, a eliminação do Sistema Interamericano de Direitos Humanos.

Segundo Ponce, “tristemente o Brasil deixou de pagar suas cotas pressionando e chantageando para que se elimine a faculdade do Sistema Interamericano de Direitos Humanos de emitir medidas cautelares”.

A Venezuela deve cerca de US$ 2,5 milhões, Antigua e Barbuda, US$ 17,5 mil, Honduras, US$ 43,7 mil, São Vicente e Granadinas, US$ 6,3 mil, e Granada, US$ 57 mil.

Internamente, especula-se que a criação da CELAC vai agravar a situação econômica da OEA que terá dificuldades até mesmo para pagar os salários dos funcionários.

Especialistas concordam que os países devedores não estão nestas condições por alguma restrição econômica, mas por decisão política de seus governos.

Washington, por exemplo, anunciou que deixará de pagar suas cotas na UNESCO por não aceitar o ingresso da Palestina no organismo.

 

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