Relações Exteriores

Lula reafirma compromisso com o Haiti
26/02/2010
Minustah
26/02/2010

Brasil distribui 80 toneladas de alimentos por dia

Brasil distribui 80 toneladas de alimentos por dia

Marcelo Rech, especial de Porto Príncipe

Desde 13 de janeiro, um dia após o terremoto que devastou o Haiti, foram distribuídas mais de três milhões de toneladas de alimentos para cerca de 320 mil haitianos.

A informação é do coronel Ajax Porto Pinheiro, comandante do Batalhão brasileiro (BRABATT).

Segundo ele, 80 toneladas de alimentos são entregues à população diariamente.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, informou que a Força Aérea Brasileira (FAB), realiza pelo menos três vôos diários do Brasil para Porto Príncipe, com ajuda humanitária (alimentos, medicamentos e água).

Em visita ao BRABATT, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva homenageou os brasileiros falecidos no terremoto. Foram 18 militares do Exército, um policial militar do Distrito Federal, e dois civis.

“Eles não morreram em vão. A Minustah é um exemplo de missão e as tropas brasileiras são reconhecidas internacionalmente”, afirmou o presidente.

Ele reconhece que o Haiti sofreu um retrocesso grave com o terremoto, “principalmente para um povo que já vivia em condições precárias”, observou.

Segundo Lula, “pouca vezes as Forças Armadas foram motivo de orgulho para o Brasil”.

Análise da Notícia

O ambiente no Batalhão brasileiro é ao mesmo tempo de tranqüilidade e forte estresse.

A morte de 18 militares no terremoto de janeiro parece ter fortalecido o compromisso dos soldados que integram a missão.

Os soldados entendem que a missão ganha em importância com a tragédia, o que aumenta a responsabilidade de todos.

Os períodos de descanso diminuíram. O trabalho é mais intenso. Mais patrulhas e mais operações de ajuda humanitária.

Não se percebe uma deterioração da segurança, mas há registros de confrontos entre bandidos.

Com o terremoto, dezenas de bandidos conseguiram fugir com as armas da Polícia Nacional.

Além disso, muitas das armas em mãos das gangues não foram encontradas até hoje. Estariam enterradas em lugares esmos.

No ponto forte 22, conhecido como Casa Azul, onde pelo menos dez militares morreram, armas foram perdidas.

Para piorar, a temporada de tempestades tropicais e furacões está próxima. As previsões são as piores possíveis.

Os militares também convivem com o risco de novos terremotos. Especialistas acreditam que em abril poderá ocorrer um fenômeno pior que o de janeiro.

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