Relações Exteriores

Haiti: sinônimo de tragédia
13/01/2010
Propaganda enganosa
14/01/2010

Ajuda humanitária

Brasil doa US$ 15 milhões ao Haiti

O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, informou na tarde desta quarta-feira, que o Brasil vai doar US$ 15 milhões ao Haiti.

Parte dos recursos devem sair do orçamento do Itamaraty, mas ainda não está decidido como o dinheiro chegará ao país.

Celso Amorim confirmou ainda que o diplomata brasileiro Luiz Carlos da Costa, o número 2 da ONU no Haiti, está desaparecido assim como o representante do Secretário-Geral da organização, o tunisiano Hédi Annabi.

O ministro explicou que não conseguiu falar com o presidente haitiano Rene Préval e a chanceler do país, mas que tem informações de que ambos estão bem.

Em contato com o encarregado de negócios da embaixada brasileira em Porto Príncipe, Claudio Campos, o ministro pediu informações sobre os brasileiros que vivem no país.

As comunicações são precárias e segundo ele, a embaixada foi muito prejudicada e não tem condições de receber ninguém.

As pessoas estão sendo encaminhadas para o centro cultural que o Brasil mantém próximo a representação diplomática.

A embaixada do Brasil no país deverá funcionar provisoriamente no quartel onde está sediado o batalhão brasileiro.

Neste momento, o Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República discute o que o Brasil deverá fazer em termos de ajuda humanitária nos próximos dias.

O ministro Celso Amorim conversa ainda nesta quarta-feira com a Secretária de Estado norte-americana Hilary Clinton.

Pela manhã, o responsável pelo Hemisfério Ocidental, do Departamento de Estado, Arturo Valenzuela, conversou com o Secretário-Geral do Itamaraty, Antônio Patriota.

Brasil e Estados Unidos pretendem coordenar as ações em apoio ao Haiti.

Análise da Notícia

Há poucas semanas, o mundo discutia em Copenhague, como frear o impacto do aquecimento global.

Os problemas que o aumento da temperatura da terra podem provocar ao mundo são, de certa forma, conhecidos.

No entanto, o terremoto que atingiu o Haiti na terça-feira parece mesmo ter sido um evento natural.

Uma tragédia que se abate mais uma vez sob um dos países mais pobres do mundo.

É importante destacar o que disse há pouco o chanceler brasileiro Celso Amorim: o Haiti não está às voltas com uma crise política ou uma guerra civil.

Isso significa que discutir neste momento a retirada das tropas do Brasil que integram a Minustah parece algo tão estúpido quanto idiota.

Por mais absurdo que pareça alguns “formadores de opinião” teimam em colocar a questão em pauta.

O Haiti precisa sim é de mais apoio, mais cooperação, mais ajuda humanitária.

Outra observação importante diz respeito às organizações que há bem pouco tempo denunciavam a presença dos militares como negativa para o Haiti e sua reconstrução.

Diante da espetacularização do fato pelos meios de comunicação, reconhecem que o país começava a melhorar em todos os sentidos, inclusive em sua institucionalização.

Esse processo só foi possível porque a Minustah inaugurou uma nova forma de se fazer uma missão de manutenção da paz.

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