Brasília, 13 de dezembro de 2018 - 07h51

Brasil é acusado de proteger Venezuela em detrimen

19 de abril de 2013
por: InfoRel
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Marcelo Rech, especial de Assunção



A decisão do governo brasileiro de respeitar os resultados das eleições venezuelanas realizadas no dia 14 de abril e que deram a vitória ao candidato chavista Nicolás Maduro por uma margem de menos de 300 mil votos em relação ao candidato opositor Henrique Capriles, é criticada nos meios de comunicação e entre políticos e empresariais paraguaios.



O Paraguai encontra-se suspenso do Mercosul e da Unasul desde o impeachment do então presidente Fernando Lugo ocorrido em junho de 2012 com a aprovação do que se convencionou chamar de "juízo político".



Antonio Patriota, ministro das Relações Exteriores, é acusado de hipocrisia, pois no caso venezuelano afirmou que a recontagem de votos deveria ser decidida pelos poderes do país e os resultados respeitados. Por outro lado, o Brasil ignorou a decisão do Congresso paraguaio e sancionou o país juntamente com os demais membros do Mercosul após o afastamento de Lugo.



Em Editorial na edição desta sexta-feira, 19, o jornal ABC Color, o mais importante e influente do Paraguai, o chanceler brasileiro é taxado de "canalha intelectual e farsante".



Em Assunção já se debate como o Paraguai deverá lidar com o tema Mercosul e a normalização das relações com os países vizinhos. Além disso, o novo presidente deverá voltar à mesa para renegociar mais dinheiro brasileiro pela energia recomprada de Itaipu.



A estatal brasileira Eletrobrás também é acusada de ser a única beneficiada com a usina e seus contratos. Os paraguaios questionam ainda aqueles que afirmam que nas obras de Itaipu o país entrou apenas com a água e o Brasil com o dinheiro. Afirmam que sem a água não há energia produzida.



Análise da Notícia



Em Assunção é perceptível o clima anti Brasil que vem sendo fortalecido junto as mais diversas camadas da sociedade. Há muitas queixas com a forma como o Brasil trata o Paraguai.



Ganhe quem ganhar no domingo, os paraguaios sabem que o caminho para a normalização das relações internacionais não será fácil nem simples. Há um orgulho nacional em torno de várias questões. Itaipu é uma delas.



Os paraguaios anseiam pela chegada de 2023 quando o Tratado poderá ser revisado. Querem mudar pelo menos uma cláusula: o direito de vender a sua energia excedente para quem bem entenderem. Sabem que a indústria paulista irá pressionar Brasília para que isso não ocorra. Vão tirar vantagem disso.



Enquanto isso, o ingresso venezuelano no Mercosul segue incômodo. Para piorar, Nicolás Maduro, considerado persona no grata no Paraguai, será presidente pro tempore do bloco justamente quando este tema estiver sobre a mesa.



O Paraguai não abre mão de discutir o assunto, mas os venezuelanos afirmam que esta é uma decisão consumada. Há um problema jurídico pela frente, mas o mais importante é o desencontro político que prejudica todos os atores envolvidos.



Quem perde é o processo de integração regional.

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