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Brasil e Argentina realizam Operação Prata V

12 de junho de 2007 - 20:26:00
por: InfoRel
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Nesta segunda-feira, militares das forças aéreas do Brasil e da Argentina iniciaram a 5ª edição da Operação Prata, realizada na região Sul do Brasil, com o objetivo de treinar pilotos e controladores da defesa aérea dos dois paà­ses para o combate ao tráfego ilà­cito de aeronaves na região de fronteira comum.

Nos exercà­cios, a Força Aérea Brasileira (FAB), utiliza cinco aeronaves Super-Tucano A-29, um Bandeirante SC-95, três Bandeirante C-95, dois Caravan C-98 e um H-1H Iroquois. Já a Força Aérea Argentina (FAA), vai empregar dois IA-58 Pucará, dois AC-500 AEROCOMANDER, um MS-760 Paris e um Bell 212.

A Operação Prata está inserida no contexto do acordo de cooperação firmado pelos dois paà­ses em Buenos Aires, em dezembro de 2002, que tem por objetivo, consolidar os procedimentos coordenados no combate ao tráfego ilà­cito de aeronaves.

O acordo vigora desde 17 de setembro de 2004, tendo passado por uma atualização em 18 de março de 2005, que instituiu as Normas Binacionais de Defesa Aeroespacial, um sistema permanente de coordenação e cooperação para o controle das atividades aéreas ilegais.

De acordo com o Chefe do Estado-Maior Combinado do Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro (COMDABRA), brigadeiro Ricardo da Silva Servan, “o exercà­cio vai estabelecer uma coordenação binacional efetiva de combate ao ilà­cito, por meio da criação de procedimentos aplicáveis à s estruturas de defesa aérea existentes nos dois paà­ses.

Segundo a FAB, a operação consiste no emprego de aeronaves-alvo militares que, simulando tráfegos ilà­citos, cruzarão a fronteira entre os dois paà­ses, nos dois sentidos, para que, com o emprego de meios de detecção da defesa aérea (radares) sejam localizados, interceptados e aplicadas as medidas de policiamento do espaço aéreo previstas em lei (verificar o tipo de aeronave, a sua matrà­cula, procedência, destino e o que está sendo transportado).

As aeronaves brasileiras participam da missão a partir da Base Aérea de Santa Maria (BASM), enquanto os argentinos operam da cidade de Posadas, e a estrutura de detecção empregada pertence ao Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle do Espaço Aéreo (CINDACTA II).

A Força Aérea Brasileira destaca ainda que a cada exercà­cio dessa natureza, há um aperfeiçoamento entre os sistemas de defesa do Brasil e da Argentina, o que permite a antecipação das medidas de controle e contribui para a eficácia da defesa do espaço aéreo fronteiriço. Os exercà­cios vão até sexta-feira,15.