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Estratégia

12 de junho de 2014
por: InfoRel

Buenos Aires - Os governos do Brasil e da Argentina assinaram nesta quarta-feira, 11, em Buenos Aires, a prorrogação do Acordo sobre a Política Automotiva Comum de 1º de julho de 2014 a 30 de junho de 2015. O texto prevê que o Comitê Automotivo fará o monitoramento constante do comércio bilateral para garantir que todas as bases acordadas sejam cumpridas.



De acordo com o MDIC, o documento estabelece ainda a retomada do sistema "flex" na proporção de 1,5. A definição do percentual garante previsibilidade e fluidez no comércio bilateral, além de assegurar margem de conforto para a indústria brasileira. A proporção está dentro dos níveis históricos de comércio efetivamente realizado entre os dois países no período de vigência do atual acordo, assegurou o ministério brasileiro do Desenvolvimento.



"O fato de o documento ter sido chancelado pelas presidentes Dilma Rousseff e Cristina Kirchner garante força política e é um passo importante para o setor dos dois países. Com isso, Brasil e Argentina agora figuram entre os principais produtores com mercados fortes e laços estratégicos. Este é mais um passo para uma medida mais ambiciosa a partir de 2015", afirmou o ministro Mauro Borges.



Para Axel Kicillof, ministro da economia da Argentina, "o acordo é importante para a integração entre os dois países, tanto no consumo quanto na produção". Outro ponto de destaque, segundo ele, é a geração de previsibilidade para o avanço de industrialização. O documento possui três anexos. O primeiro deles estabelece as bases para a discussão do acordo que vigorará a partir de julho de 2015.



Há previsão da construção de uma política industrial comum para o setor de autopeças. Além disso, como temas de discussão, estão novos requisitos de origem para favorecer o desenvolvimento competitivo do setor de autopeças na região, a aplicação de normas técnicas comuns e a elevação dos níveis de segurança dos veículos produzidos nos dois países.



O segundo anexo traz a nomenclatura técnica dos componentes contemplados no acordo. Já o terceiro trata de protocolo de intenções firmado entre representantes dos setores produtivos de Brasil e Argentina nos segmentos de fabricação de veículos automotores e de autopeças.



Pelo protocolo, os setores produtivos (Anfavea e Sindipeças do lado brasileiro e Adefa, Afac e ADIMRA do lado argentino) comprometem-se a manter participação mínima nos respectivos mercados de veículos nas seguintes proporções: 11% de automóveis argentinos no Brasil e 44,3% de brasileiros na Argentina.


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