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Comércio

Brasil e Argentina têm prazo para resolver problemas comerciais

Brasília – Brasil e Argentina determinaram um prazo de quatro meses para que todos os problemas comerciais envolvendo os dois países sejam resolvidos. Foi o que decidiram os ministros das Relações Exteriores, Antonio Patriota e Hector Timerman em reunião nesta terça-feira, 15, em Brasília.

O chanceler brasileiro informou que na primeira semana de julho, os dois países retomarão as reuniões regulares da Comissão de Monitoramento do Comércio Bilateral e do Comitê Automotivo.

Segundo ele, “foi firmado um compromisso de examinarmos com cuidado os pleitos argentinos e eles farão o mesmo em relação aos pleitos brasileiros”.

A Argentina quer facilidades de acesso ao mercado brasileiro de uvas, uva passa, camarão, frutas cítricas e medicamentos, enquanto o Brasil quer a eliminação das barreiras para a exportação de carne suína.

“A idéia é ajudar a reduzir o déficit comercial que a Argentina tem com o Brasil. Existem muitos produtos que o Brasil poderia importar da Argentina de forma conveniente”, explicou o ministro argentino.

O Brasil reclama das medidas adotadas pela Argentina para dificultar a importação de produtos brasileiros. O ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a exportações brasileiras para o país vizinho já caíram 27,1% em abril.

Em represália, o Brasil aumentou a lista de produtos argentinos perecíveis que passarão pelo regime de licenciamento não automático, o que significa que poderão ficar retidos por até 60 dias antes de entrar no país.

Hector Timerman defendeu uma atuação conjunta dos dois países em relação às dificuldades da economia internacional e anunciou que “uma decisão política pode resolver um tema econômico”.

Já o ministro do Comércio Interior, Guillermo Moreno, afirmou que o fim das cotas impostas à carne suína brasileira está condicionado à liberação da entrada dos produtos argentinos no Brasil.

União Européia

Antonio Patriota e Hector Timerman também discutiram o futuro das relações entre o MERCOSUL e a União Européia. De acordo com o chanceler brasileiro, não existe hipótese de um acordo entre os dois blocos que exclua a Argentina.

De acordo com o ministro brasileiro, isso é inconcebível.

A declaração foi uma resposta ao ministro dos Assuntos Exteriores da Espanha, José Manuel García-Margallo, que nesta quarta-feira inicia visita de três dias ao Brasil. Ele afirmou que a União Européia estuda um acordo com o MERCOSUL que não contemple a Argentina.

Seria uma resposta à nacionalização da YPF espanhola pelo governo argentino.

Segundo Hector Timmerman, “parece que estamos voltando à época da colônia quando a Coroa Espanhola decidia como estariam conformados os países, onde se governa e quem são os que negociam. Essa postura constitui um atraso”.

“Lamentamos a postura do chanceler espanhol e estamos seguros de que a revisará e compreenderá que não é ele quem decide com quem deve negociar a União Européia e quem senta à mesa no MERCOSUL”, concluiu.

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