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11/03/2009
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16/03/2009

Brasil e Bolívia firmam acordos

Brasil e Bolívia firmam acordos

Os ministros das Relações Exteriores do Brasil, Celso Amorim, e da Bolívia, David Choquehuanca, firmaram cinco acordos de cooperação nesta quinta-feira em Brasília, dois deles, na área de saúde.

Os acordos foram firmados com base no mecanismo de coordenação e cooperação Bolívia – Brasil, eixo principal da associação estratégica bilateral.

Neste sentido, foram assinados um acordo para a implementação do projeto de banco de leite e de apoio ao fortalecimento do ministério da Saúde e Esportes quanto à capacitação e em sistemas de vigilância em saúde ambiental.

Também foi aprovado o regulamento da Comissão Mista boliviano-brasileira para a construção da ponte internacional sob o rio Mamoré, unindo as cidades de Guajará-Mirim, no Brasil, e Guayaramerín, na Bolívia. O acordo foi assinado em 14 de fevereiro em Brasília.

Um último acordo pretende permitir o exercício profissional de familiares de diplomatas em ambos países.

Amorim destacou ainda a importância da integração física entre Brasil e Bolívia através de projetos que contam com financiamento brasileiro.

O Brasil vai prestar assistência no combate ao narcotráfico e Celso Amorim explicou que esse apoio se dará nos campos policial e de defesa.

Na quarta-feira, técnicos dos dois países avaliaram os impactos da construção da hidrelétrica do rio Madeira. Os bolivianos estão preocupados com eventuais prejuízos ambientais.

O chanceler brasileiro assegurou que a usina será erguida sem prejuízos à Bolívia.

Estados Unidos

David Choquehuanca afirmou que a Bolívia não pediu qualquer mediação do Brasil para melhorar suas relações com os Estados Unidos, mas reconheceu que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que se reunirá com o presidente Barack Obama, no sábado, “saberá conduzir o tema”.

Ele explicou que todos os países latino-americanos querem melhorar suas relações com os Estados Unidos e que esse tema estará na agenda de Lula e Obama.

Os ministros informaram que o possível reajuste no preço do gás boliviano vendido ao Brasil, não foi discutido.

Está prevista para abril uma revisão desses valores.

Eles informaram ainda que grupos técnicos tratam dos impactos da crise financeira mundial no âmbito da União das Nações Sul-Americanas.

A Bolívia é o único país da região com o qual o Brasil tem déficit comercial. Atualmente, o país importa US$ 2,8 bilhões e exporta US$ 1.2 bilhão.

Celso Amorim disse ainda que nos próximos meses, países do Mercosul devem começar a importar da Bolívia, produtos que integravam a agenda da ATPDEA, o acordo de preferência tarifária que o país andino tinha com os Estados Unidos.

O chanceler boliviano esteve ainda no Congresso Nacional onde se reuniu com parlamentares que integram o grupo de amizade Brasil – Bolívia, que reclamaram da situação dos estudantes brasileiros naquele país.

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