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08/10/2014
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08/10/2014

Contrato

Brasil e Bolívia vão negociar novo acordo para o gás natural

Brasília – O governo boliviano espera pela conclusão do processo eleitoral brasileiro para dar início a mais uma rodada de negociações em torno do contrato para a venda de gás natural que implique um bom reajuste nos preços pagos pelo Brasil. A afirmação é do presidente da Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos (YPFB), Carlos Villegas. O atual contrato vale até 2019.

A Bolívia que também terá eleições presidenciais no dia 12 deste mês, deve aumentar significativamente a produção de gás natural com as recentes descobertas dos blocos de Azero e Huacareta. As primeiras estimativas são de uma produção em torno de 16,5 trilhões de metros cúbicos de gás a mais.

Villegas afirmou que La Paz quer negociar um novo contrato considerando preço, volumes e poder calorífico.

Ele assegurou que as novas reservas garantem quantidades suficientes para exportação, consumo interno e industrialização. As atuais reservas bolivianas seriam hoje da ordem de 10, 5 trilhões de metros cúbicos de gás e 212 milhões de barris de petróleo.

O presidente da YPFB explicou que o novo contrato com a Petrobras deverá ser discutido após o dia 26 de outubro quando será realizado o segundo turno das eleições presidenciais.

Ele afirmou que apesar da Petrobras ter descoberto reservas de gás, o Brasil ainda teria interesse em aumentar as importações da Bolívia. Embora não tenha entrado em detalhes, deu a entender que o país vizinho conta com a reeleição da presidente Dilma Rousseff para que as relações bilaterais sejam fortalecidas.

De acordo com as pesquisas eleitorais (?) o presidente Evo Morales, no poder desde 2006, deve ser reeleito com mais de 55% dos votos. 

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