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29/09/2016
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29/09/2016

Defesa

Brasil e Chile fortalecem discussão e cooperação em matéria de Defesa

Brasília – Brasil e Chile iniciaram nesta semana um processo de fortalecimento da discussão e cooperação bilateral em matéria de Defesa. De acordo com o ministério da Defesa, nos últimos dias ocorreram uma série de reuniões entre militares dos dois países, além de um encontro com o ministro Raul Jungmann, e o chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas chilena, general Arturo Merino Nunes, na abertura da 4ª Mostra Base Industrial de Defesa (BID-Brasil).

Na oportunidade, o general Merino pôde conhecer os mais diversos produtos da indústria nacional de Defesa. A interlocução com os militares chilenos foi conduzida pelo chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA), almirante Ademir Sobrinho, uma vez que o encontro é parte da agenda da 9ª Reunião entre os Estados-Maiores Conjuntos dos dois países, que tem como principal objetivo manter o diálogo regular sobre questões bilaterais e multilaterais de interesse mútuo no âmbito da Defesa.

De acordo com o ministério da Defesa, o general Merino considerou a oportunidade própria para confirmar a relação de cooperação com as Forças Armadas brasileiras, tendo as nações participado de uma primeira reunião, em outubro de 2002, em Santiago (Chile). “Procuramos encontrar a melhor forma de cooperação, na confiança e na concepção, em matéria de segurança, que sejam subsequentes para ambas as nações”, afirmou.

Já o chefe do EMCFA ressaltou a importância do diálogo bilateral para o fortalecimento da capacidade operacional das Forças. Segundo ele, hoje, alinhado à Política Nacional de Defesa, à Estratégia Nacional de Defesa e ao Livro Branco da Defesa Nacional, o Brasil atua sob uma nova concepção de Defesa, assentada na interoperabilidade, no planejamento interagências, na cooperação e na preparação por capacidades.

Os respectivos Estados-Maiores Conjuntos firmaram nove documentos sobre o período de realização das reuniões bilaterais;  troca de experiências sobre planejamento  estratégico militar; participação das Forças chilenas em cursos de catalogação; discussão sobre aspectos doutrinários; intercâmbio de experiências em temas Antárticos e em temas de catástrofes naturais; intercâmbio em matéria de Defesa Cibernética; e a participação do Brasil, como observador, no Exercício Conjunto Combinado de Operações Especiais “Estrela Austral”, no Chile, em 2018.

Ficou definido também que as reuniões bilaterais entre Brasil e Chile ocorrerão a cada dois anos e caberá ao Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas do Chile a organização do próximo evento, em 2018. A data será proposta pelo país no próximo ano. “No âmbito da Defesa, as ações militares em prol das Relações Exteriores visam promover o intercâmbio e entendimentos entre os países”, afirmou o almirante Sobrinho.

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