Brasília, 18 de dezembro de 2018 - 10h17

Comércio

08 de abril de 2015
por: InfoRel
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Brasília - Empresários das indústrias brasileira e chilena divulgaram nesta quarta-feira, 8, declaração conjunta com o objetivo de influenciar os governos dos dois países a ampliar o atual acordo comercial, restrito à questão tarifária, e firmar um Acordo de Facilitação e Cooperação de Investimentos (AFCI), que estimula os investimentos recíprocos. No fim de março, o Brasil assinou seus primeiros acordos de investimentos, com Moçambique e Angola.



A declaração, assinada entre a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a representante da indústria chilena, a Sociedade de Fomento Fabril do Chile (SOFOFA), será entregue pela CNI aos ministérios do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), das Relações Exteriores, e à Câmara de Comércio Exterior (Camex) nos próximos dias como um pedido para que o governo brasileiro inicie as negociações bilaterais.



O termo foi firmado durante missão empresarial da CNI para Santiago com a presença de 20 empresas que se encerra nesta quinta-feira, 9. No grupo, estão representantes da Natura, Braskem e BRF, entre outros.



A análise da CNI é de que o fortalecimento da relação bilateral neste momento de ajuste fiscal pelo qual o Brasil passa é uma oportunidade, uma vez que os acordos permitem acessar mercados e novas tecnologias e criar empregos no Brasil. Além do Chile, a CNI defende a ampliação da negociação com o México, Colômbia e Peru.



"O atual cenário internacional e nacional impõe novos desafios para o Brasil e reforça a necessidade de convergência entre nossos países. Assim para a indústria brasileira o processo de integração econômica entre o Brasil e o Chile é prioritário", afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade.



Demandas



O Chile é o único país com o qual o acordo de livre comércio feito pelo Brasil já cumpriu todo seu cronograma e está com tarifa zero para todos os produtos. O Acordo de Complementação Econômica nº 35, no entanto, é restrito à questão tarifária.



A indústria defende que passe também a contemplar novos temas, como facilitação de comércio, serviços, propriedade intelectual, compras governamentais, barreiras técnicas e medidas sanitárias e fitossanitárias.



O Chile é hoje o 11º parceiro comercial brasileiro, com participação de 1,8% no comércio exterior. Mas, das exportações brasileiras, 51% ainda são de produtos básicos.



A demanda de que o país negocie um Acordo de facilitação e Cooperação de Investimentos, por sua vez, visa o aumento dos fluxos de investimentos recíprocos entre o Brasil e o Chile. A CNI acredita que as relações estão aquém de seu potencial.



Atualmente, US$ 3 bilhões estão alocados em investimentos brasileiros no Chile, enquanto o Brasil é o destino prioritário dos investimentos chilenos - mais de US$ 20 bilhões alocados em áreas que vão do papel e celulose, ao varejo e energia.



"O Chile oferece uma ótima oportunidade para as transnacionais brasileiras, seja pela importância do seu mercado, seja pelo fato de que a economia é uma plataforma de conexão com as grandes cadeias de valor da região mais dinâmica da economia internacional, a Ásia-Pacífico", destacou o presidente da entidade. 


Assuntos estratégicos

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