Comunicado Conjunto Brasil – Austrália: uma Parcer
27/08/2008
Brasil e Chile firmam convênio em Pesquisa & Desen
27/08/2008

Brasil e Chile vão isentar zonas francas

Brasil e Chile vão isentar zonas francas

Entre 25 e 28 de agosto, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), realiza a Semana do Chile, evento que reúne especialistas, empresários e diplomatas em torno do comércio exterior da região.

Nesta segunda-feira, Álvaro Diaz, embaixador do Chile no Brasil, afirmou que os produtos originários das zonas francas dos dois países serão incluídos no Acordo de Complementação Econômica (ACE 35) e beneficiados com a isenção de impostos. O ACE 35 também foi estendido para o setor de serviços.

Álvaro Diaz explicou que a inclusão das zonas francas no acordo é “conseqüência do relacionamento entre Brasil e Chile e pelo crescente volume de investimentos recíprocos”.

O estoque de investimentos chilenos no Brasil é de R$ 12,2 bilhões (US$ 7,5 bi), contra os R$ 2,7 bilhões (US$ 1,7 bi), do lado brasileiro.

Segundo a Fiesp, parte desta cifra deve-se à inserção de empresas brasileiras no país vizinho, como a Petrobrás, que acaba de comprar 250 postos e 55 lojas de conveniência da rede Esso.

Outras empresas, como Vale do Rio Doce, Banco do Brasil, Camargo Correa, Queiroz Galvão, Natura, Boticário e Itaú, também têm projetos no Chile.

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, defendeu a ampliação dos investimentos brasileiros no Chile. Na sua opinião, o Brasil deveria aproveitar a posição estratégica do Chile para alcançar terceiros mercados.

Além de estar de costas para o Pacífico, o Chile mantém mais de 50 acordos comerciais, abrangendo 85% do Produto Interno Bruto (PIB) mundial.

Das exportações do país andino, 80% já se beneficiam de tarifa zero, condição que dentro de cinco a sete anos se estenderá à totalidade de seus embarques, informou o ministério de Relações Exteriores chileno.

A Fiesp destacou que há três décadas, o Chile iniciou a abertura de sua economia. Atualmente, a tarifa única é de 6%, mas, incluídos os acordos de livre comércio, a média tarifária cai para 1,5%.

Em 1990, o Chile exportava US$ 8 bilhões, volume que saltou para US$ 66 bilhões em 2007. O incremento das exportações chilenas, segundo especialistas, está diretamente relacionado com os acordos de livre comércio.

Em 1990, a participação da Ásia era de 21%. Em 2006, representou quase 34%. Os países do Nafta (Acordo de Livre Comércio as América do Norte) absorveram mais de 22% das exportações chilenas (em 1990 ficaram com 14,9%).

O crescimento foi conseqüência dos acordos com Estados Unidos (2004), México (1999) e Canadá (1997). Em 2012, todos os produtos chilenos entrarão com tarifa zero nos Estados Unidos e, em 2015, as exportações chilenas à China também serão totalmente liberalizados.

Acordos de Livre Comércio

De acordo com a Direção-Geral de Relações Econômicas Internacionais, o Chile mantém acordos de livre comércio com Canadá, Coréia, China, Colômbia, Costa Rica, El Salvador, Guatemala, Honduras, Nicarágua, Estados Unidos, México, EFTA (Noruega, Suíça, Islândia e Liechtenstein), Panamá, Peru, e Japão.

Contenciosos

Até 2005, o Chile importava carne bovina brasileira de nove estados. Após os focos de aftosa registrados nos estados do Mato Grosso do Sul e Paraná, o Serviço Veterinário Oficial chileno determinou a suspensão da compra desse produto até que se considerassem cumpridas as exigências do país.

O Chile, que importava até 60 mil toneladas de carne por ano (de nove estados) passou a importar de países concorrentes (Argentina e Paraguai), que também possuem restrições sanitárias.

Por conta desse embargo, o governo brasileiro cogitou revisar os critérios sanitários estabelecidos com o Chile para importação de salmão, maçã e uva.

Em outubro, uma equipe do governo chileno virá ao Brasil para avaliar plantas exportadoras e as condições sanitárias e de rastreabilidade oferecidas pelo Brasil.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *