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Estratégia

19 de junho de 2015
por: InfoRel

Brasília - Os ministros Aldo Rebelo e Wan Gang participam, nesta sexta-feira, 19, do 2º Diálogo de Alto Nível em Ciência, Tecnologia e Inovação, que reúne autoridades para debater acordos em áreas como novas energias e materiais, ciências agrárias e ambiente de inovação.



De acordo com o MCTI, os governos brasileiro e chinês estão reunidos no Palácio do Itamaray, para aprofundar a cooperação internacional na área científica e tecnológica.



O ministro Aldo Rebelo afirmou que "esses esforços, que serão ampliados, devem ser feitos em prol da soberania e autonomia científica e tecnológica dos nossos países." Já o colega chinês ressaltou que as nações devem focar em projetos de alta tecnologia. "Os dirigentes chineses dão valor à parceria com o Brasil. Devemos seguir adiante. A inovação é a nova revolução tecnológica, trazendo mudanças não só no setor produtivo, mas também em todas as estruturas existentes da nossa vida cotidiana", avaliou.



De 1984, quando entrou em vigor o primeiro acordo sino-brasileiro em CT&I, até o momento, os dois países já firmaram 53 atos internacionais na área de pesquisa e desenvolvimento (P&D). O último foi assinado, em 19 de maio de 2015, pelo ministro Aldo Rebelo e o diretor da Administração Nacional Espacial da China (CNSA), Xu Dazhe, durante visita oficial do primeiro-ministro da China, Lĭ Kèqiáng, à presidenta Dilma Rousseff.



O acordo prevê o desenvolvimento e o lançamento do sexto Satélite Sino-Brasileiro de Recursos Terrestres (CBers-4A). Na oportunidade foram assinados, no total, 39 acordos com previsão de investimento de US$ 27 bilhões.



Para o embaixador da China Li Jinzhang, Brasil e China vivem o melhor momento da cooperação internacional. "Brasil e China compartilham as mesmas ambições. Ciência e tecnologia são um dos pilares prioritários dessa parceria", destacou.  Durante o encontro, representantes dos dois governos e especialistas de ciência e tecnologia do Brasil e da China debaterão as temáticas em diferentes sessões.



Ao final do evento, será assinado um memorando de entendimento sobre cooperação bilateral em ciência, tecnologia e inovação, na área de parques tecnológicos.



Ambientes de inovação



As políticas públicas de parques tecnológicos e incubadoras de empresas na China teve início em 1988, a partir da aprovação do Programa Nacional de Desenvolvimento de Parques Tecnológicos da China (Torch, na sigla em inglês), cujo objetivo era promover a difusão da tecnologia chinesa no mercado mundial. A iniciativa deu o pontapé inicial na inovação de alta tecnologia e startups chinesas.



De acordo com o ministro Wan Gang, atualmente, cerca de 15% do Produto Interno Bruto (PIB) da China é oriundo das empresas instalados nos parques tecnológicos e incubadoras do país.



Aliada à política de ambientes de inovação, a interação entre as empresas e uma forte base de universidades, laboratórios e centros de pesquisa – mais de 130 foram criados nos últimos 30 anos – permitiu à China evoluir de 0,2 patentes para 1,1 patentes para cada grupo de 10 mil habitantes, entre 2002 e 2008.



Das 600 mil patentes registradas pelos chineses, 70% são de pesquisas realizadas por empresas privadas. As companhias são também as responsáveis por 76% dos recursos destinados a P&D no país.


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