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Brasil e China buscam convergências no comércio ex

Brasil e China buscam convergências no comércio exterior

Brasília – O ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, e o ministro do Comércio da China, Chen Deming, assinaram no Rio de Janeiro, o Relatório de Divergências Estatísticas do Comércio Bilateral de Mercadorias, durante o encontro da presidente Dilma Rousseff com o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, por ocasião da Rio+20.

De acordo com o MDIC, o relatório foi elaborado pelo grupo de harmonização estatística, com representantes dos dois governos, que identificou as causas das divergências entre os números do comércio exterior bilateral.

Fernando Pimentel informou que o documento servirá de base para futuras análises, mas Brasil e China irão continuar a elaborar as suas estatísticas sem alterações. Somente nas análises bilaterais é que deverão ser consideradas as causas identificadas, o que é importante para compreender as diferenças nos dados e facilitar os diálogos e as negociações comerciais.

No ano passado, o Brasil contabilizou exportações de US$ 30,8 bilhões para a China e importações de US$ 25,6 bilhões, com registro de superávit de US$ 5,2 bilhões. Já pela contabilidade chinesa, as exportações brasileiras para o país foram de US$ 38 bilhões, no período, e as compras brasileiras da China, de US$ 24,5 bilhões, com o país asiático aferindo déficit de US$ 13,5 bilhões.

O documento mostra que essas diferenças se devem fundamentalmente a duas causas. Primeiro, o fato de a China contabilizar o comércio incluindo custos de frete e seguro, enquanto o Brasil não inclui essas despesas. Segundo, o fato de haver comércio indireto, quando mercadorias produzidas na China são vendidas para outro país e, posteriormente, esses produtos são adquiridos pelo Brasil, sendo que a contabilidade brasileira registra a origem chinesa, mas a contabilidade chinesa, o destino referente ao outro país.

Cooperação

O ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, participou da assinatura de acordos entre Brasil e China no âmbito do Plano Decenal de Cooperação 2012-2021, durante um encontro entre a presidenta brasileira, Dilma Rousseff, e o primeiro-ministro chinês, Wen Jiabao, na Rio+20.

Na sua avaliação, a conferência mundial possibilitou essa aproximação, permitindo um avanço considerável nas relações entre os dois países.

Raupp assinalou que a cooperação sino-brasileiro foi elevada ao patamar de parceria estratégica global. Os documentos assinados compreendem as áreas de ciência, tecnologia, inovação, cooperação espacial, energia, mineração, infraestrutura, transporte, indústria, financeira, econômico-comercial, cultural, educacional e intercâmbio entre sociedades civis.

Ele explicou que o primeiro acordo, para a criação de um centro de biotecnologia, destaca a importância do setor e possibilita o desenvolvimento de empresas inovadoras. O segundo acordo diz respeito à área de nanotecnologia, com a instalação de centros China-Brasil.

Segundo Raupp, “biotecnologia e nanotecnologia concretizam essa ideia de inovação. Quando você fala de inovação, é algo sempre muito aberto, teórico, mas essas duas áreas são concretas. Elas estão no coração da inovação. Já temos um sistema de laboratórios dedicados à nanotecnologia, mas estamos estabelecendo essa cooperação e vamos instalar centros China-Brasil desse setor. Vai ter uma estrutura em Pequim e outra, no Brasil, em Campinas [SP]. Já vamos enviar em agosto pesquisadores brasileiros para definir quais projetos iremos desenvolver”.

Satélites e o Programa Ciência sem Fronteiras também integram os documentos assinados.

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