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18/07/2014
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18/07/2014

SIPAM

Brasil e China firmam acordo para o Sistema de Proteção da Amazônia

Brasília – Brasil e China firmaram um acordo para fortalecer o Sistema de Proteção da Amazônia a partir de iniciativas de sensoriamento remoto, telecomunicações e tecnologia da informação para a defesa e proteção da Amazônia no âmbito do Sistema de Proteção da Amazônia (SIPAM) e foi firmado pelos ministros da Defesa, Celso Amorim, e da Ciência, Tecnologia e Indústria de Defesa da República Popular da China, Xu Dazhe. Este é um dos 32 atos assinados nesta quinta-feira, 17, entre os dois países.

De acordo com o MD, os dois países reafirmaram o propósito de cooperação na área de defesa e fecharam outros acordos de temas como a facilitação de vistos de negócios; cooperação ferroviária; promoção de investimento e cooperação industrial; aquisição do controle acionária, por parte do Banco da Construção da China, do Banco Industrial e Comercial S/A (Bic Banco).

O Brasil celebrou ainda o contrato fechado pela empresa chinesa Tianjin Airlines e o Industrial and Commercial Bank of China (ICBC) para a compra de 60 aviões da Embraer. A companhia aérea adquirirá 20 aviões E-190 e 20 E-190E-2. Já o banco chinês comprará 20 jatos E-190.

Segundo a presidente Dilma Rousseff, “nossas relações, que configuram uma parceria verdadeiramente estratégica, desenvolvem-se com velocidade inédita, em diversas áreas de cooperação. China e Brasil são as maiores economias em desenvolvimento nos respectivos hemisférios – e cada vez mais integradas. Partimos de uma corrente de comércio de US$ 3 bilhões para a cifra recorde de quase US$ 90 bilhões, em 2013”, destacou.

Na sua avaliação, os acordos apresentam forte tendência de crescimento e de diversificação em áreas como energia, tecnologias da informação e da comunicação, automóveis, alta tecnologia, bancos, petróleo, entre outros setores.

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Celso Amorim destacou que o acordo abre novas oportunidades de cooperação e de projetos conjuntos na área de defesa. Ele lembrou também que Brasil e China são parceiros de longa data na produção de satélites de observação da Terra. “Outras áreas podem se abrir, como proteção marítima e de vigilância da fronteira terrestre”, afirmou.

O ministro explicou também que o Brasil tem interesse em conhecer aspectos relativos à segurança nuclear e na área de defesa cibernética, temas que serão incluídos na próxima reunião do comitê bilateral com o objetivo de aproximar os centros de pesquisas e empresas dos dois países.

Xu Dazhe revelou ainda que a China tem interesse em expandir a cooperação em programas brasileiros de proteção aos recursos naturais, como o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SISGAAz), além de dar continuidade à parceria espacial.

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